Rendimento escolar pode ser melhorado através da adaptação dos horários

Defende um especialista

13 outubro 2015
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O rendimento académico dos alunos pode ser melhorado se o horário escolar for adaptado ao ritmo de sono dos adolescentes, que se deitam mais tarde, defende o neurologista Alexandre Castro Caldas.
 
Em declarações à agência Lusa, o especialista explicou que nos EUA os resultados dos alunos melhoraram quando decidiram começar as aulas mais tarde.
 
“Os miúdos estavam mais despertos, conseguiam trabalhar melhor. É preciso perceber os horários de sono dos adolescentes”, disse o diretor do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa.
 
No entanto, defendeu que as medidas não devem ser replicadas de forma universal: Primeiro “é preciso ver o que as escolas estão a fazer” e estudar a realidade de cada país.
 
As neurociências e a educação foi o tema que Castro Caldas apresentou no Congresso Mundial de Educação, que ocorreu entre o dia 9 e 10 de Outubro em Lisboa. De acordo com o neurologista, as ciências do cérebro devem contribuir para melhorar o ensino, sendo este um dos temas mais em foco no mundo atual.
 
A investigação em torno do funcionamento do cérebro pode contribuir “de forma muito significativa” para a forma de ensinar. Além de perceber os ritmos de sono dos adolescentes e adequar o horário escolar, pode também contribuir para melhorar o rendimento dos alunos a presença de atividades na escola como teatro e a música.
 
“As pessoas trazem a ideia de que é preciso introduzir muito cedo os computadores na escola, mas Portugal é dos países com mais computadores e se calhar não é o mais correto, porque Portugal não é dos que tem melhores resultados”, disse.
 
De acordo com Castro Caldas, é necessário “perceber a importância do teatro e da música nas escolas”, uma vez que o exercício da memória e a concentração também se trabalham por aí.
 
“O teatro, por exemplo, é uma forma de estimular a memória, é preciso decorar um texto”, referiu. 
 
Para o neurologista a dimensão das turmas tem também um papel importante. “Turmas grandes não é o melhor modelo, é preciso uma maior proximidade entre o aluno e o professor. Num país com tantos professores, isso não deve ser um problema”, disse.
 
“É preciso que os miúdos percebam que têm dentro da cabeça um computador muito melhor do que qualquer outro”, afirmou, defendendo aqui a importância do papel do professor.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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