Remover amígdalas pode não ser boa ideia

Estudo questiona benefícios da cirurgia

24 julho 2002
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A remoção cirúrgica das amígdalas, uma operação dolorosa para muitas crianças, reduz a taxa de infecções na garganta, mas não de forma tão significante que justifique a intervenção cirúrgica.
 

 

Segundo os investigadores do Hospital Infantil de Pittsburgh, Estados Unidos, a remoção das amígdalas não oferece muitos benefícios.
 

 

Os médicos do hospital norte-americana dividiram e um grupo de pacientes em dois. No primeiro, todas as crianças tinham sido submetidas a uma amigdalotomia ou adenoamigdalotomia- na qual os adenóides também são removidos- e no segundo, nenhuma delas passou pela operação. Note-se que antes do estudo, todos as crianças sofriam moderadamente de infecções na garganta.
 

 

Os índices da infecção foram reduzidos nas 203 crianças submetidas à cirurgia, mas 16 delas apresentaram complicações cirúrgicas de diversas gravidades. Ao invés, a taxa de infecção no grupo das 125 crianças que não passaram pela cirurgia foi menor.
 

 

Segundo o autor do estudo, o médico Jack Paradise, não existem muitas duvidas sobre o assunto: «O benefício pequeno proporcionado pela amigdalotomia ou adenoamigdalotomia afectou de forma moderada as crianças.
 

 

As infecções recorrentes parecem não justificar os riscos inerentes, a incidência da doença e o custo da cirurgia»
 

O artigo, publicado na edição de Jjulho da revista Pediatrics, refere que 287 mil crianças norte-americanas com menos de 15 anos foram submetidas a uma amigdalotomia em 1996.
 

 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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