Remissão de Esclerose Múltipla após transplante de células estaminais

Estudo publicado na “JAMA Neurology”

02 janeiro 2015
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Um pequeno grupo de pacientes com esclerose múltipla submetido a terapia imunossupressora com alta dosagem, seguido de transplante com as próprias células estaminais hematopoiéticas, apresentou remissão da doença três anos depois.
 
A esclerose múltipla é uma doença degenerativa. Os pacientes com esclerose múltipla remitente recorrente (EMRR) submetidos a terapias de modificação da doença contraem, na sua maioria, uma infeção oportunista. 
 
O transplante autólogo (ou seja, com as próprias células do paciente) de células estaminais hematopoiéticas tem vindo a ser alvo de estudo no tratamento da esclerose múltipla com o intuito de eliminar as células causadoras da doença e reprogramar o sistema imunológico.
 
Richard Nash e a equipa do Instituto do Cancro do Sangue do Colorado do Presbyterian/St. Luke's Medical Center, EUA, contaram com a participação de 24 pacientes com EMRR que receberam terapia imunossupressora com alta dosagem e transplante com células estaminais hematopoiéticas.
 
Os resultados indicaram que a maioria dos pacientes manteve remissão da doença e demonstrou melhorias na função neurológica. 78,4% dos pacientes apresentou sobrevivência livre de eventos aos três anos após o tratamento, o que significa sobrevivência com ausência de doença ou morte consequente de perda de função neurológica, recaída clínica ou novas lesões observáveis em imagiologia. 
 
Os índices de sobrevivência sem progressão e sem recaída clínica foram, respetivamente, de 90% e 86,3%. Relativamente aos efeitos adversos do tratamento, verificaram-se os efeitos tóxicos esperados, não se tendo registado eventos neurológicos adversos agudos relacionados com o tratamento.
 
Os autores concluem que “no presente estudo, a terapia imunossupressora com alta dosagem e transplante com células estaminais hematopoiéticas, induziu a remissão da atividade da esclerose múltipla até três anos na maioria dos participantes. Isso poderá assim representar uma potencial opção terapêutica para os pacientes com esclerose múltipla nos quais a imunoterapia convencional tenha falhado, assim como em outras doenças imunomediadas do sistema nervoso central. A maioria dos efeitos tóxicos iniciais eram hematológicos e gastrointestinais, eram expectáveis e reversíveis. É necessário um acompanhamento mais longo para determinar a durabilidade da resposta”. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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