Relação entre música e suicídio

Raparigas pensam mais na morte e rapazes concretizam

15 setembro 2003
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As raparigas pensam mais na morte e em suicidar-se do que os rapazes, mas são eles que mais facilmente põem esta ideia em prática, revela um estudo sobre ideação suicida feito por uma aluna finalista de Psicologia Clínica.
 

 

O trabalho, da autoria de Cláudia Borralho, mostra que existe uma diferença significativa entre rapazes e raparigas no que diz respeito a ideias suicidas. Com base num questionário feito a 234 estudantes do Ensino Secundário da região de Lisboa, de ambos os sexos e com idades entres os 15 e os 21 anos, o estudo, intitulado «Música, Preferências Musicais e Ideação Suicida», indica que 48,2 por cento das inquiridas já desejaram estar mortas, enquanto 35,6 por cento pensaram em suicidar- se.
 

 

De uma maneira geral, é o sexo feminino que mais pensa na morte e em suicidar-se. Quanto aos rapazes que pensaram em pôr termo à vida, foram 19,1%, embora já tenham desejado estar mortos 25,3 por cento.
 

 

De acordo com a autora do trabalho – que estuda o suicídio e comportamentos de risco nos jovens –, as raparigas pensam mais em suicídio do que os rapazes, embora estes sejam mais efectivos: as raparigas «lançam mais apelos», os rapazes chegam mais à prática.De facto, quando inquiridos sobre se pensavam em dizer às pessoas que planeavam matar-se, 8,1 por cento das raparigas responderam afirmativamente, contra quatro por cento dos rapazes.
 

 

Além disso, 27,5 por cento das raparigas afirmaram que desejaram ter coragem para se matar, afirmação feita apenas por 8,1 por cento dos rapazes.
 

 

Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística confirmam estas conclusões, uma vez que tanto em 2000 como 2001 morreram mais rapazes do que raparigas. Em 2001, foram 11 os rapazes a cometer suicídio, contra apenas quatro raparigas.
 

 

Fonte: Jornal de Notícias
 

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