Relação deficiente entre dopamina e glutamato implicada na esquizofrenia

Estudo publicado na revista “Biological Psychiatry”

25 novembro 2010
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Um novo estudo traz provas da implicação de uma relação anormal entre dois neurotransmissores - a dopamina e o glutamato – em pessoas com doenças psicóticas, incluindo a esquizofrenia.

 

O estudo, publicado na revista “Biological Psychiatry”, refere que altos níveis de dopamina em pessoas com sintomas psicóticos ocorrem como consequência de mudanças noutra substância do cérebro: o glutamato. Deste modo, os fármacos que interferem nos sinais do glutamato poderiam, assim, prevenir os sintomas de psicose em pessoas com esquizofrenia.

 

Cientistas, liderados por James Stone, do King's College London, analisaram o cérebro de 16 pessoas com um estado mental em situação de risco para a psicose e 12 voluntários saudáveis. Foram medidos os níveis de glutamato e de dopamina. Nas pessoas com sinais iniciais de psicose houve uma correlação negativa entre os níveis de glutamato no hipocampo e os níveis da dopamina na região estriada. Também foi verificada uma correlação particularmente acentuada nos indivíduos que passaram a desenvolver a psicose mais tarde, mas não foi encontrada qualquer ligação nas pessoas saudáveis.

 

“O próximo passo será verificar se esses resultados serão confirmados num grupo maior de pessoas”, explicou, em comunicado de imprensa, o líder da investigação, acrescentando já ter alguns candidatos a medicamentos promissores que interferem na sinalização do glutamato. Por isso, o investigador sublinhou esperar que em poucos anos se possa começar a testar novos tratamentos para pessoas com esquizofrenia.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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