Refrigerantes ligados a agressividade das crianças

Estudo publicado na “Journal of Pediatrics”

21 agosto 2013
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O consumo de refrigerantes pode tornar as crianças mais pequenas agressivas e com problemas de concentração, indica um estudo norte-americano.

 

O estudo conduzido pela Faculdade de Saúde Pública de Mailman da Universidade da Columbia, pela Universaida de Vermont e pela Faculdade de Saúde Pública de Harvard, teve por base uma análise de cerca de 3000 famílias oriundas de 20 centros urbanos dos EUA, muitas das quais eram monoparentais e com baixos rendimentos, cujas crianças tinham 5 anos de idade.

 

As mães das crianças forneceram dados sobre o consumo de refrigerantes por parte dos filhos, tendo anotado o comportamento dos mesmos numa lista fornecida para o efeito, dois meses antes do estudo.

 

Os resultados revelaram que 43% as crianças consumiam um ou mais refrigerantes por dia, e que este consumo estava ligado a mais agressividade e problemas de concentração nessas crianças, comparativamente às que não incluíam esse tipo de bebidas na sua dieta. 4% das crianças consumiam quatro ou mais refrigerantes por dia. Segundo os relatórios das mães, estas crianças eram particularmente agressivas, apresentando uma maior tendência para destruírem os bens de outras pessoas, serem fisicamente agressivas e entrarem em lutas com outros.

 

No entanto, segundo especialistas este estudo não prova que os refrigerantes são responsáveis por aquele tipo de comportamentos. A investigadora principal Shakira Suglia, professora de epidemiologia na Faculdade de Saúde Pública Mailman da Universidade de Columbia  em Nova Iorque, afirma que “isto é uma correlação. Não estamos a afirmar que os refrigerantes causam agressividade”. Outros estudos tinham já estabelecido uma ligação entre o consumo de refrigerantes e comportamentos agressivos em crianças mais velhas.

 

Uma das limitações do estudo é o facto de não se ter determinado que tipos de refrigerantes eram consumidos pelas crianças participantes no estudo: se tinham ou não cafeína, ou se eram elaborados com adoçantes ou com açúcar, por exemplo.

 

A opinião da investigadora coincide com as diretivas da American Academy of Pediatrics que defende que se deve eliminar totalmente os refrigerantes da alimentação das crianças devido ao facto de estes causarem cáries, e um aumento no risco de obesidade. “Os refrigerantes não oferecem benefícios nutritivos às crianças”, comenta.

 

Shakira Suglia e a equipa sustentam que os pais beneficiarão os seus filhos se banirem os refrigerantes da sua alimentação. Podem hidratar os seus filhos com água, que não tem qualquer caloria ou com leite que oferece às crianças diversos nutrientes que promovem um crescimento saudável.

 

Estudos anteriores demonstraram que o consumo de mais do que um refrigerante por dia está ligado a doenças cardiovasculares e que o consumo de um refrigerante diário está associado a um maior risco de diabetes.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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