Reforçar a investigação para derrotar o cancro

É uma prioridade UE

22 setembro 2002
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A União Europeia (UE) vai injectar nos próximos quatro anos 400 milhões de euros em investigação contra o cancro, doença que mata anualmente milhares de pessoas e que a ciência, apesar dos esforços, tarda em vencer.
 

 

"Mas o investimento que estamos disponíveis para fazer só trará resultados se os investigadores e as agências de financiamento de toda a Europa trabalharem juntos em busca de objectivos comuns, alertou o comissário europeu para a Investigação", Philippe Busquin.
 

 

Os números ilustram bem o problema: o cancro atinge em França mais de 240.000 pessoas todos os anos e 24 por cento do total anual de mortes no Reino Unido devem-se à doença.
 

 

Em Portugal, se tivermos em conta apenas os distritos de Santarém, Lisboa, Setúbal, Portalegre, Évora, Beja e Faro, o que quer dizer sensivelmente metade da população (4.200.000 habitantes) encontramos 12.000 novos casos de cancro e 7.000 óbitos devido à doença todos os anos.
 

 

Em cada ano que passa são diagnosticados mais quatro milhões de casos de cancro na Europa, onde a doença mata anualmente 750.000 pessoas.
 

 

Quadros da administração comunitária notam que os investimentos canalizados para apoio da investigação contra o cancro estão longe de produzir os resultados desejados por médicos e cidadãos contribuintes.
 

 

Afirmam que isto deve-se parcialmente à fragmentação, duplicação e "falta de coerência" dos esforços da investigação (no sector) nos Estados membros da UE.
 

 

Protagonistas das áreas de intervenção empenhadas na luta contra o cancro reuniram-se quinta-feira em Bruxelas, a convite da Comissão e do Parlamento europeus, para ouvirem apelos no sentido de juntarem esforços contra o cancro.
 

 

Em defesa de uma maior coerência da investigação contra o cancro, o VI programa quadro disponibiliza os meios considerados necessários para catalisar a concretização de um espaço europeu de investigação no domínio do cancro.
 

 

A diversidade das populações, estilos de vida e doenças na Europa colocam o continente numa posição única para avançar na compreensão e tratamento do cancro, comentou Busquin no âmbito da reunião de Bruxelas.
 

 

Fonte: Lusa

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