Refluxo gastroesofágico: nem sempre é sinal de doença

Estudo publicado na revista “Pediatrics”

03 maio 2013
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Os bebés que regurgitam habitualmente após a refeição não têm necessariamente doença do refluxo gastroesofágico, de acordo com um estudo publicado na revista “Pediatrics”.

De acordo com os especialistas, os sintomas associados ao refluxo devem ser controlados e tratados eficazmente, mas para tal os pediatras têm que diferenciar quais as crianças com doença do refluxo gastroesofágico daquelas com refluxo gastroesofágico fisiológico.
 

O estudo refere que o refluxo gastroesofágico fisiológico refere-se à passagem de conteúdo gástrico no esófago. Esta condição é identificada pela regurgitação do conteúdo do estômago podendo também simultaneamente ocorrer na presença de outros sintomas como soluços, vómitos e irritabilidade.
 

Mais de 60% dos bebés saudáveis tem refluxo gastroesofágico fisiológico, sendo esta condição responsável por cerca de 25% das consultas pediátricas, por volta dos seis meses de idade. Contudo, um dos coautores do estudo, David Gremse, refere que a maioria dos bebés deixa de ter sintomas quando atinge os 12 meses.  
 

Os investigadores da University of South Alabama Medical School, nos EUA, explicam que a doença do refluxo gastroesofágico inclui os sintomas ou complicações associados ao refluxo gastroesofágico fisiológico. Os sintomas da doença podem incluir irritabilidade, vómitos e regurgitação, baixo aumento de peso, rejeição alimentar, sinais de dor no estômago e problemas em dormir.
 

De acordo com os especialistas estas duas condições podem ser tratadas através de alterações no estilo de vida incluindo, alteração na alimentação e / ou na posição de amamentação. Os investigadores referem ainda que os medicamentos devem ser apenas prescritos às crianças com doença do refluxo gastroesofágico. Um estudo recente apurou que muitos médicos associam alguns dos sintomas comuns das crianças à doença do refluxo gastroesofágico, o que pode resultar na toma excessiva de medicação.
 

"A Associação Americana de Pediatria considera que é importante que todos os prestadores de cuidados de saúde pediátricos sejam capazes de identificar corretamente e tratar as crianças com sintomas de refluxo, distinguindo refluxo gastroesofágico fisiológico das doenças mais preocupantes, de modo a evitar custos e tratamentos desnecessários”, concluem os autores do estudo.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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