Refluxo gastroesofágico: desenvolvido novo tratamento

Estudo publicado no “New England Journal of Medicine”

25 fevereiro 2013
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Um dispositivo parecido com uma pulseira com esferas magnéticas, que envolve a válvula que une o esófago ao estômago e a ajuda a manter-se fechada quando um indivíduo não está a comer ou beber, pode controlar a doença do refluxo gastroesofágico, dá conta um estudo publicado no “New England Journal of Medicine”.
 

O refluxo ácido é resultante da insuficiência da válvula que está localizada na parte inferior do esófago e na parte superior do estômago. O esfíncter fica habitualmente constrito quando um indivíduo não a ingere alimentos, impedindo desta forma que o ácido proveniente do estômago entre no esófago.
 

Caso este músculo fique muito débil ou relaxe inapropriadamente, o ácido do estômago pode danificar o interior do esófago causando dor, ardor ou regurgitação. Estes episódios podem ocorrer a qualquer momento e afetar os indivíduos de qualquer idade.
 

O estudo refere que o ácido em excesso pode danificar o esófago e causar uma situação pré-cancerosa conhecida como esófago de Barrett e cancro do esófago.
 

Neste estudo os investigadores da Mayo Clinic, nos EUA, constataram que a utilização deste dispositivo aliviou os sintomas de 92% dos pacientes com refluxo ácido crónico e permitiu que 87% dos pacientes deixassem de tomar fármacos supressores de ácidos, três anos após o estudo. Cerca de 94% dos pacientes revelou ter ficado satisfeito com tratamento.
 

“Este é o primeiro tratamento novo, seguro e eficaz que temos para tratar a doença de refluxo em 20 anos. O dispositivo é simples, elegante e funcional, e poderá ajudar um número muito elevado de pacientes”, revelou, em comunicado de imprensa, o coautor do estudo, Daniel Smith.
 

O investigador acrescentou ainda que as alternativas a este tratamento são a cirurgia ou a toma de agentes supressores de ácidos. Contudo, estes agentes não atuam na válvula deficiente, deixando os pacientes com sintomas persistentes. Por outro lado, a cirurgia pode conduzir a efeitos secundários, como inchaço ou incapacidade de vomitar em cerca de 20% das pessoas. “Este tipo de efeitos ocorrem raramente com este tipo de dispositivo”, conclui Daniel Smith.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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Comentários 2 Comentar

refluxo

Por que esses tratamentos não vem pro Brasil? Oh, medicina atrasada! Isso me revolta!

Tratamento de refluxo

Boa noite!
Eu tenho tido crises frequentes de refluxo,praticamente todos os dias,já não sei mais o que fazer,andei tomando as medicações próprias para refluxo,más elas já nem fazem mais efeito e quase tudo o que eu como me faz mal,esta muito difícil conviver com isso viu.
Gostaria muito de saber se este novo tratamento já esta disponível no Brasil,e se os convênios cobrem os custos deste dispositivo?
Obrigada pela atenção,anciosamente no aguardo de uma breve resposta!

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