Referendo para reforçar lei anti-aborto divide irlandeses
06 março 2002
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A República da Irlanda vota hoje a proposta do governo de
 

Bertie Ahern de dizer "sim" ou "não" a um reforço da legislação anti-aborto, num referendo complexo que divide este país profundamente católico.
 

 

Com uma das legislações mais duras da Europa nesta
 

matéria, os cerca de 2,87 milhões de irlandeses deverão dizer se aprovam ou não a proposta de emendar a Constituição, pondo fim, nomeadamente, a um acórdão do Supremo que há mais de 10 anos permite o aborto em caso de risco de suicídio.
 

 

O governo do primeiro-ministro, Bertie Ahern, apoiado pela
 

Igreja Católica defende o "sim" à introdução de uma emenda
 

constitucional, de modo a que o risco de suicídio deixe de
 

constituir uma razão para ilibar uma mulher que escolha abortar.
 

 

Por seu turno, o grupo pró-escolha definiu a emenda como
 

"um mecanismo repressivo e hipócrita" e defende o "não".
 

 

Na República da Irlanda a única circunstância em que o
 

aborto é permitido é no caso de pôr em risco a vida da mulher.
 

Fonte: Lusa
 

 

 

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