Refeições em família aumentam consumo de legumes e fruta nas crianças

Estudo publicado no “Journal of Epidemiology & Community Health”

28 dezembro 2012
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63% das crianças no ensino primário no Reino Unido não consome os 400 gramas diários (mais ou menos cinco porções) de legumes e fruta recomendados pela Organização Mundial de Saúde, aponta um estudo conduzido pela University of Leeds, Reino Unido.


As refeições em família, mesmo que aconteçam só uma ou duas vezes por semana, aumentam o consumo de frutas e vegetais pelas crianças, dá conta um estudo publicado no “Journal of Epidemiology & Community Health”.


O estudo também sugere que o consumo de legumes e fruta pelos pais e o facto de estes cortarem porções dos mesmos para os filhos, contribui igualmente para o aumento do consumo deste tipo de alimentos.


Os investigadores da University of Leeds, no Reino Unido, contaram com a participação de 2.389 crianças de 52 escolas primárias da área metropolitana de Londres, cujos hábitos alimentares foram avaliados através de questionários. Foram também contemplados fatores como o ambiente, no que diz respeito aos hábitos alimentares em casa, e as atitudes dos pais relativamente ao consumo de fruta e legumes.


Foi determinado que as crianças que partilham refeições em família e à mesa consumiam mais 125 gramas (1,5 porções) de fruta e legumes do que aquelas que nunca comiam com a família. Mesmo os que se reuniam apenas uma ou duas vezes por semana consumiam mais 95 gramas (1,2 porções) destes alimentos do que aqueles que nunca se juntavam à mesa.


Nas famílias em que os pais afirmavam consumir fruta e legumes diariamente, as crianças comiam em média mais 80 gramas (1 porção) do que aquelas cujos pais não possuíam o mesmo hábito.
 

O estudo demonstrou ainda que as crianças cujos pais cortavam fruta e legumes para os filhos consumiam em média, respetivamente, mais meia porção e mais um quarto de porção destes alimentos do que as crianças cujos pais não o faziam.
 

Janet Cade, da School of Food Science and Nutrition, da University of Leeds, afirma que “mesmo com apenas uma refeição por semana, ao comerem juntamente com os pais e irmãos mais velhos, as crianças aprendem sobre alimentação. A observação da forma como os pais e irmãos comem e os diferentes tipos de alimentos que consomem, é essencial para que elas criem os seus próprios hábitos e preferências alimentares”.


A autora do estudo, Meaghan Christian, é de opinião que “considerando que os hábitos alimentares são definidos durante a infância, as campanhas de saúde pública devem procurar promover mais as refeições em família. No futuro pode-se promover o consumo por parte dos pais e encorajá-los a prepararem os legumes e fruta ou a comprá-los já cortados”.

 

“Consumir refeições em família traz mais benefícios para além da saúde familiar. São uma boa oportunidade para se conversar em família, o que incentiva a planear refeições, e são o ambiente ideal para se incutir boas maneiras e comportamentos”, conclui Janet Cade.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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