Redução perigosa da camada de ozono aumenta cancro da pele

Cientistas advertem para os efeitos colaterais do clima na saúde

08 maio 2005
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Cientistas britânicos receiam um aumento de casos de cancro da pele no hemisfério Norte, devido à redução da camada de ozono sobre o Árctico, que atingiu neste Inverno o seu mínimo em 40 anos.
 

 

Segundo investigadores da Universidade de Cambridge, a redução do ozono é um efeito colateral das alterações climáticas e não de um aumento da poluição atmosférica. O problema é que a diminuição da espessura da camada protectora do ozono facilita a chegada à Terra de mais radiações ultravioleta do Sol, aumentando a incidência do cancro da pele.
 

 

As altitudes elevadas, afirmam os cientistas, 50 por cento da camada protectora estava já destruída no Inverno passado. E os novos dados deitam por terra a teoria que bastaria reduzir a poluição atmosférica para corrigir o problema da camada de ozono.
 

 

Na perspectiva dos cientistas, o processo de destruição do ozono acelerou-se este Inverno com o aumento das nuvens situadas na estratosfera, a mais de 24 quilómetros de altitude. Essas nuvens, que se encontram no centro da camada de ozono, constituem uma plataforma que facilita as reacções químicas rápidas que destroem o ozono.
 

 

Em finais de Março, quando a camada de ozono estava reduzida ao mínimo, massas de ar vindas do Árctico chegaram a diversos países europeus, incluindo os mediterrânicos, aumentando os efeitos da perigosa radiação ultravioleta.
 

 

Fonte: Lusa
 

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