Redução do colesterol: alternativa de tratamento

Estudo apresentado no congresso da American College of Cardiology

14 março 2013
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Os indivíduos que não são capazes de tolerar os efeitos secundários decorrentes da toma de fármacos para a redução dos níveis de colesterol têm agora à sua disposição uma nova alternativa, refere um estudo publicado no congresso anual da American College of Cardiology que se realizou em São Francisco, nos EUA.
 

“Muitos pacientes não são capazes de tolerar os efeitos provenientes da toma de estatinas, nomeadamente dores musculares fortes. Porém, o nosso estudo demonstrou que a toma da pitavastatina poderá ser mais tolerável do que as outras estatinas, e ser igualmente eficaz na redução do colesterol, podendo ser capaz de salvar vidas”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Brent Muhlestein.
 

Para o estudo, os investigadores do Heart Institute at Intermountain Medical Center, nos EUA, identificaram 40 pacientes que já tinham tentado pelo menos outros dois tipos de estatinas, e testaram a pitavastatina no que diz respeito aos efeitos secundários associados e à sua capacidade de reduzir os níveis de colesterol LDL ou “mau” colesterol.
 

Todos os participantes foram submetidos, no início do estudo, a testes, os quais incluíram a determinação dos níveis de colesterol LDL em jejum. Posteriormente foram-lhes administrados 2mg de pitavastatina, por dia. Os níveis de colesterol foram novamente medidos nos indivíduos que toleraram os efeitos secundários do fármaco.
 

O estudo apurou que 68% dos participantes foi capaz de tolerar os feitos secundários provenientes da toma de pitavastatina. Os investigadores também verificaram que a toma deste fármaco conduziu, em média, a uma redução dos níveis de colesterol em cerca de 34%. Os pacientes que toleraram melhor a pitavastatina eram do sexo masculino e sem história de doença cardíaca ou diabetes.
 

Estamos muito entusiasmados com estes resultados. Os pacientes que não conseguem tolerar as estatinas mais antigas devem experimentar esta nova opção. Acreditamos que os efeitos secundários da pitavastatina são diferentes, uma vez que este fármaco é solúvel em água, sendo metabolizado de forma distinta”, conclui o investigador.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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