Redução de trabalhadores públicos mais baixa no Ministério da Saúde

Decréscimo foi o menor de todos os ministérios

30 dezembro 2014
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O Ministério de Saúde registou o menor índice de redução de trabalhadores em 2013, em relação a 2012, entre todos os ministérios, anunciou a agência Lusa.
 
De acordo com a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), o Ministério da Saúde, no seu todo, registou um decréscimo de 1,7% de trabalhadores. 
 
No fim de 2013 aquele Ministério contava com 124.423 trabalhadores, estando a grande maioria (96%) nas instituições prestadoras de cuidados de saúde e hospitalares, e os restantes (quatro por cento) na parte técnica e administrativa dos serviços centrais e regionais. Os médicos, que eram o terceiro maior grupo, passaram para segundo, atrás dos enfermeiros.
 
Adicionalmente, o Ministério da Saúde aumentou em dois por cento os trabalhadores de carreira médica. De acordo com os dados do balanço social referente a 2013, aquele aumento foi o maior em toda a administração central.
 
Em 2014 foram contratados 3.198 médicos, 1.090 enfermeiros e 1.009 trabalhadores de outras categorias para o Serviço Nacional de Saúde, atesta o documento de suporte ao balanço da ACSS.
 
Do total dos trabalhadores do Ministério da Saúde, um terço são enfermeiros, seguindo-se os médicos (21,3%) e depois os assistentes operacionais (20,9%). Lisboa e Vale do Tejo era a região que concentrava o maior número de profissionais, muitos mais do que as regiões Centro, Alentejo e Algarve juntas.
 
Lisboa contava com 42.966 profissionais, seguida de perto pela região Norte (42.369). O Centro contabilizava 23.708, o Alentejo 6.316 e o Algarve 5.631 (as três regiões tinham 35.655 trabalhadores).O resumo do balanço social indica que nos cuidados de saúde a grande maioria dos trabalhadores (78%) exercia funções nos cuidados hospitalares, com os restantes nos cuidados de saúde primários.
 
Os responsáveis pelo documento salientam “a significativa redução verificada ao nível dos contratos de prestações de serviços (essencialmente médicos) que, de 2.412 em 2012, diminuíram para 2.172, em 2013”, bem como “o decréscimo do número de situações precárias” e o “aumento registado na taxa de contratos por tempo indeterminado”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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