Redução de horário dos centros de saúde no Norte

Contestada pelo porta-voz do Movimento de Utentes de Saúde

12 janeiro 2015
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A decisão da Administração Regional de Saúde do Norte de reduzir o horário de funcionamento de alguns centros de saúde é “absolutamente inconcebível” de acordo com o porta-voz do Movimento de Utentes de Saúde, Manuel Villas-Boas.
 

“Já não basta os problemas que existem atualmente no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e, nomeadamente, nestas alturas mais críticas. É uma decisão absolutamente inconcebível. Essa é uma medida que vem a contraciclo. Não se admite”, disse.
 

A notícia veiculada pelo Jornal de Notícias, e à qual a agência Lusa teve acesso, revela que a ARS/Norte vai acabar, a partir de 01 de fevereiro, com o prolongamento de horário em dez unidades de saúde familiar com baixa procura.
 

Segundo o JN, que cita Rui Cernadas, do Conselho Diretivo da ARS/Norte, das 30 unidades de saúde familiar do Norte que têm prolongamento de horário, oito vão deixar de funcionar ao fim de semana e duas não estarão abertas depois das 20 horas. “São unidades com baixa atividade no horário de prolongamento e onde há alternativas", disse o responsável.
 

As USF que vão deixar de funcionar à noite e ao fim de semana fazem parte dos agrupamentos de centros de saúde do Alto Ave, Braga, Gaia/Espinho e Feira.
 

De acordo com o porta-voz dos utentes de saúde “estamos a assistir a um descalabro autêntico, é uma vergonha, e os responsáveis por estas políticas devem ser criminalizados por elas”.
 

Para Manuel Villas-Boas uma das razões para o que se passa nas urgências hospitalares tem a ver com o encerramento de centros de saúde: “Muitos já foram fechados e agora está-se a ver que em situações de urgência a tendência é para os utentes se dirigirem para os hospitais, entupindo as urgências”.
 

O responsável considerou “urgente o reforço de meios nos serviços de urgência hospitalares, nomeadamente, a contratualização a tempo inteiro dos profissionais necessários, médicos, enfermeiros, auxiliares e assistentes operacionais. O que tem havido são situações precárias, recorrendo a serviços de empresas”.

 

Manuel Villas-Boas criticou ainda as “contradições” do Ministério da Saúde, que “numa semana disse que os horários dos centros de saúde iriam ser alargados, para ajudar a resolver o problema das urgências hospitalares, e na semana a seguir diz que vai reduzir. Em que ficamos?”.

 

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