Redução das horas de sono, jet-lag e trabalho por turnos afetam estado nutricional

Defendem especialistas da Real Academia Nacional de Medicina

03 dezembro 2015
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Os hábitos quotidianos atuais, marcados em muitos casos pela redução das horas que as pessoas dedicam a dormir, assim como as irregularidades entre o sono e a vigília devido ao trabalho por turnos, jet-lag ou exposição excessiva à luz brilhante durante a noite, faz com que o nosso cérebro perca a perceção dos nossos ritmos circadianos internos e externos, o que pode influenciar a nutrição.
 
De acordo com o comunicado enviado à ALERT, este foi um dos temas debatido na sessão científica extraordinária ‘Modelos conceptuais de nova implementação em nutrição comunitária’ organizada pela Real Academia Nacional de Medicina (RANM) com a participação da Academia Española de Nutrición (AEN) e a colaboração da The Coca-Cola Company em Espanha.
 
A Professora de Fisiologia e Nutrição da Universidade de Murcia, Marta Garaulet, refere que “a cronobiologia, ou seja, a avaliação do estado dos ritmos circadianos de cada indivíduo pode ser de grande interesse em nutrição. Sendo uma parte inata de nossas vidas, basta prestar atenção a esses ritmos circadianos, e o seu funcionamento adequado permite que o nosso organismo se antecipe e adapte às mudanças do meio ambiente”.
 
Esta nova área de investigação em nutrição comunitária “poderá trazer muita informação sobre doenças relacionadas com má nutrição como as doenças degenerativas, obesidade, cancro e doenças cardiovasculares”, acrescenta a especialista.
 
Deste modo, isto reforça a ideia de que o papel protetor da dieta está ligado com estilos de vida saudáveis. De acordo com Marcela González-Gross, professora de Nutrição Desportiva e Fisiologia do Exercício da Universidade Politécnica de Madrid, "está provado através de evidências científicas que a atividade física é um fator determinante da boa saúde. Um comportamento sedentário ou ativo pode determinar o padrão alimentar assim como a utilização metabólica dos nutrientes". 
 
Ao longo da sessão do RANM coordenada pelo Prof. Manuel Diaz-Rubio, Prof. Lluis Serra-Majem e Prof. Javier Aranceta foram também abordados outros novos modelos em nutrição comunitária como a análise da deficiência de vitamina D como outro fator associado com diversas patologias.
 
"No nosso ambiente é muito comum a deficiência desta vitamina, que está envolvida no metabolismo ósseo, mas também associada a outros tecidos e sistemas", explica a Prof. Dra. Victoria Arija, Professora de Medicina Preventiva e Saúde Pública da Universidade Rovira e Virgili de Tarragona.
 
"Uma pobre ingestão de vitamina D através da dieta ou devido à fraca exposição solar está relacionada ao cancro, doenças cardiovasculares e autoimunes, diabetes e depressão", conclui a especialista.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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