Rede social para doentes

Projeto desenvolvido por um investigador português

17 junho 2013
  |  Partilhar:

Um investigador português está a desenvolver uma rede social onde os utilizadores poderão partilhar o que aprenderam quando estiveram doentes.

 

Pedro Oliveira, da Universidade Católica e do Massachusetts Institute of Technology (MIT), dá conta que a rede social vai estar disponível no endereço "patient-innovation.com" no início do Verão e poderá ser acedida pelo Facebook, através de uma aplicação que está em desenvolvimento.
A plataforma terá um sistema de tradução automática para várias línguas e permitirá duas opções de pesquisa, por doença e por sintoma, refere a notícia avançada pela agência Lusa.

 

Neste momento, os pacientes ligados a instituições convidadas, de cinco países, estão a inscrever-se e a partilhar informação "para que a plataforma não seja lançada vazia", explica Pedro Oliveira.
Em Portugal, foram contactadas a Associação Nacional de Doenças Mentais e Raras, a 'Raríssimas', e a Associação Protetora de Diabéticos de Portugal (APDP).

 

A rede social baseia-se no princípio da inovação pelo utilizador, uma área que Pedro Oliveira estuda no MIT desde 2010. O investigador português explica que "há um número impressionante de inovações que não foram desenvolvidas pelas empresas ou pelos laboratórios, mas pelos utilizadores."

 

"Quando se pesquisa as coisas que tiveram sucesso, é surpreendente quantas delas foram criadas pelos utilizadores", diz Pedro Oliveira, dando os exemplos de objetos simples, como a bicicleta de montanha e de tecnologias complexas, como a World Wide Web, o sistema de documentos hiperligados disponíveis na internet.

 

"Na nossa investigação, percebemos que há muitas soluções terapêuticas e tratamentos médicos que foram desenvolvidos pelos pacientes", diz Pedro Oliveira, acrescentando que "os pacientes estão sob grande pressão para vencer a doença e isso dá-lhes muita motivação para inovar."

 

O professor dá o exemplo de um inglês que tinha um problema na artéria aorta e, como era engenheiro, desenvolveu uma válvula que foi implantada com sucesso pelo seu médico em 2005. Entretanto, a mesma válvula já foi utilizada por outros 30 pacientes em todo o mundo.

 

Cerca de 50 pessoas estão envolvidas no projeto, distribuídas por instituições e universidades de seis países: Alemanha, Áustria, Itália e Brasil, além de Portugal e EUA.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.