Rede social aumenta registo de dadores de órgãos

Estudo publicado na revista “American Journal of Transplantation”

20 junho 2013
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Uma rede social aumentou 21 vezes o número de pessoas que se registaram como dadores de órgãos, num único dia, segundo um estudo publicado na revista “American Journal of Transplantation”.
 

Durante os últimos 20 anos, e apesar de todos os esforços realizados, o número de dadores tem-se mantido relativamente estável. Por outro lado, o número de pessoas que aguardam transplantes aumentou cerca de 10 vezes. Estima-se que os órgãos de cerca de 5.000 a 10.000 pessoas que morrem anualmente poderiam ser utilizados em transplantes, mas como não é dado o consentimento para a doação, estes não são utilizados.
 

Neste estudo, os investigadores do Johns Hopkins Hospital, nos EUA, propuseram-se a investigar se os meios de comunicação social poderiam ser utilizados para recrutar e motivar a doação de órgãos. Foi assim iniciada uma colaboração com o Facebook, que criou uma forma de os utilizadores partilharem com os seus amigos a possibilidade de doar órgãos, tendo também agilizado a publicação desta informação em websites oficiais.

 

“A resposta foi inacreditável, incomparável àquela observada noutro tipo de campanha. Ao final de duas semanas, o número de novos dadores continuava a aumentar a uma taxa duas vezes superior à habitual”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Andrew M. Cameron.

 

No dia 1 de maio de 2012, dia do início da campanha, 57.451 utilizadores atualizaram os seus perfis de forma a partilhar a possibilidade de doação. No primeiro dia foram registados 13.012 novos registos, o que representou um aumento de cerca de 21,2 vezes relativamente à taxa habitual de registos.
 

Apesar de os registos terem caído nos 12 dias seguintes, o investigador referiu que mesmo assim estes permaneceram a uma taxa duas vezes superior à habitual.
 

Andrew M. Cameron acrescentou que este tipo de iniciativas na web tem um tempo de vida muito curto, de apenas algumas horas. Contudo, neste caso observamos um efeito muito grande e duradouro. “Agora o que necessitamos é encontrar uma forma de alimentar este tipo de partilha de informação”, conclui o investigador. 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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