Rede de Vigilância de Vectores vai analisar carraças

Algarve, Alentejo e Norte avançam com estudo ainda este ano

17 março 2011
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Algarve, Alentejo e Norte vão passar a realizar colheitas de carraças, como já acontecia para os mosquitos, para controlar onde estão as espécies infectadas com vírus que podem afectar o homem, de acordo com informações veiculadas à agência Lusa por Maria João Alves, investigadora do Instituto Ricardo Jorge.

 

Até agora, o programa Rede de Vigilância de Vectores (REVIVE), que existe desde 2008, dedicou-se aos mosquitos e identificou 67.431 mosquitos adultos e 10.279 mosquitos imaturos em 44 concelhos de Portugal. Foram identificadas 20 espécies de mosquitos e não foram encontradas espécies invasoras.

 

A investigadora do Centro de Estudos de Estudos de Vectores e Doenças Infecciosas do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge e responsável pela coordenação do programa REVIVE nesta entidade referiu que "a partir da época de colheitas de 2011, algumas ARS [Administrações Regionais de Saúde] vão também fazer colheitas de carraças".

 

O alargamento do controlo às carraças "estava pensado desde o início e o que se pretende é capacitar as administrações regionais de saúde com os meios e o conhecimento para fazer as colheitas, ou esporadicamente ou por sistema", acrescentou a especialista.

 

Em Portugal, existem "algumas doenças transmitidas por carraças que causam mortalidade, que são doenças de notificação obrigatória e provavelmente ganhamos se soubermos onde estão as carraças infectadas, fazendo um estudo mais sistemático", apontou ainda a especialista.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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