Rede de Cuidados Continuados tem escassez de médicos e enfermeiros

Relatório da Entidade Reguladora da Saúde

27 março 2013
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Há escassez de médicos e enfermeiros em algumas unidades de internamento da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados e que o racio de camas por habitante na maioria das regiões é negativo, conclui a Entidade Reguladora da Saúde (ERS).
 

Estas conclusões estão presentes no relatório da ERS de “Avaliação do Acesso dos Utentes aos Cuidados Continuados de Saúde”, ao qual a agência Lusa teve acesso.
 

O relatório refere a falta de camas por habitantes na quase totalidade das regiões de saúde nacionais, dando conta que “95% das unidades geográficas utilizadas para análise apresenta um rácio inferior à meta”.
 

A ERS revela que as populações com menos acesso aos cuidados continuados de internamento estão nos distritos de Lisboa, Porto, Setúbal, Braga, Castelo Branco, Guarda, Aveiro e Leiria, nas regiões de saúde do Norte, do centro e de Lisboa e Vale do Tejo.
 

Por outro lado, identificaram também que as populações residentes nas áreas de saúde do Norte e do Alentejo, “têm acesso mais restrito, em função de residirem a mais de uma hora de viagem de uma unidade”.
 

Relativamente às unidades de convalescença, as populações com acesso mais restrito estão nas regiões de saúde do Centro e do Algarve, enquanto nos cuidados paliativos as populações com acesso mais reduzido estão nas regiões de saúde do Norte, Centro, Lisboa e Vale do tejo, Alentejo e Algarve.
 

Para além da escassez de camas, a ERS constatou que há também falta de médicos e enfermeiros “em algumas unidades de internamento”.
 

De acordo com o relatório “o tipo de internamento com maior deficiência em termos de atendimento médico aos doentes é o de longa duração e manutenção”.
 

Por outro lado, “foi identificada uma escassez de enfermeiros sobretudo nas unidades de convalescença, de média duração e reabilitação”.
 

“A mesma ilação se retira quando são analisados os números de camas e a sua evolução recente por tipologia, sendo que as unidades que mais precisarão de ser reforçadas, atentas as metas de números de camas, deverão ser, principalmente, as unidades de cuidados paliativos”, diz a ERS.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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