Recomendações para melhorar a vida dos idosos

Trabalho realizado pelo consórcio nacional Ageing@Coimbra

17 junho 2015
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Especialistas apresentaram esta semana, na Assembleia da República, várias recomendações para “estimular políticas” e criar boas práticas promotoras do envelhecimento ativo e saudável, como espaços e serviços amigos do idoso e soluções integradas de saúde e assistência social.
 

Estas recomendações resultam do trabalho realizado pelo consórcio nacional Ageing@Coimbra, região europeia de referência para o envelhecimento ativo e saudável.
 

Em declarações à agência Lusa, o coordenador científico do Ageing@Coimbra, João Malva, explicou que estas recomendações passam por algumas medidas preventivas e de promoção de saúde que visam uma vida melhor, ativa e saudável, adaptada à idade avançada.
 

“Temos um enorme problema relacionado com o envelhecimento das populações” e estas alterações demográficas fazem com que haja um número cada vez maior de idosos e um menor número de jovens adultos em idade produtiva, explicou.
 

Esta situação causa “grandes problemas a nível da integração dos idosos na vida ativa das sociedades”, mas também nos sistemas de saúde e apoio social.
 

“Há um grande número de cidadãos que tem má qualidade de vida”, diferentes doenças crónicas e vão perdendo funcionalidades, dignidade, acabando por “estar mais excluídos da sociedade produtiva”.
 

João Malva refere que para além da dignidade que afeta os seniores, “há também o problema económico e social que ataca os estados, porque um grande número de pessoas depende de ajuda da sociedade”.
 

As propostas têm como objetivo combater estas situações, através de medidas como a promoção de uma maior integração entre o sistema de acompanhamento social e cuidados de saúde no idoso, para evitar que trabalhem "de costas viradas uns para os outros".
 

Outras medidas incluem “atacar a doença crónica e gerir convenientemente a doença de modo a devolver saúde às pessoas”, pela adesão à terapêutica médica, por evitar a ‘polimedicação’ e prevenir a fragilidade física, cognitiva e imunitária.
 

“É muito importante uma cultura de mudança, que se constate que há problemas e que é necessário atacá-los” e estas recomendações fazem parte deste processo de transmitir a nossa preocupação e apontar alguns caminhos”, conclui.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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