Recomendação para que agricultores usem herbicidas sem glifosato

Confederação dos Agricultores de Portugal

07 abril 2015
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A Confederação de Agricultores Portugueses (CAP) recomenda a utilização de herbicidas alternativos aos que incluem glifosato na sua composição, uma vez que a abrangência deste produto “não é total” e pode criar resistências, refere uma notícia veiculada pela agência Lusa.
 
No âmbito dos avisos da Organização Mundial de Saúde (OMS), que considerou o glifosato como uma substância "possível ou provavelmente" cancerígena, a CAP, em declarações à Lusa, informou que partilha com os seus associados a informação relativa a “normas e regulamentações de uso de produtos fitofarmacêuticos na União Europeia e em Portugal”, mas “não tem competência técnica sobre este tipo de produtos”. 
 
Esta confederação sublinha que este tipo de herbicida é usado em praticamente todas as culturas para eliminar infestantes.
 
O glifosato é a substância ativa do “Roundup”, um dos produtos herbicidas mais vendido em todo o mundo, pois, além da agricultura, onde a sua aplicação tem aumentado bastante, também é usado nas florestas e em jardins privados.
 
De acordo com a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Cancro (IARC), estrutura especializada da OMS, o glifosato foi encontrado no ar, na água e nos alimentos. As populações que vivem próximo de áreas onde este tipo de herbicida é utilizado estão particularmente expostas, ainda que os níveis de exposição observados sejam "geralmente baixos".
 
Após o alerta, 11 organizações não-governamentais das áreas do ambiente e agricultura reunidas na Plataforma Transgénicos Fora pediram ao governo português para adotar medidas para proteger os cidadãos.
 
Para a Plataforma, a situação em Portugal "é particularmente grave" pois, em 2012, foram aplicadas mais de 1.400 toneladas de glifosato para fins agrícolas, quantidade que é mais do dobro daquela registada 10 anos antes.
 
O glifosato comercializado em Portugal é também vendido livremente para uso doméstico em hipermercados, hortos e outras lojas e é usado "com abundância" por quase todas as autarquias para limpeza de arruamentos, sendo esta uma das formas mais relevantes de exposição das populações.
 
Uma das relações identificadas pela IARC foi entre a exposição ao glifosato e o Linfoma não Hodgkin (LNH), um tipo de cancro no sangue. De entre 41 países europeus, Portugal apresenta uma taxa de mortalidade "claramente superior à média da União Europeia", sendo o sétimo país onde mais se morre daquela doença.
 
A nível nacional, o LNH é o 9.º cancro mais frequente, com 1.700 novos casos por ano, segundo dados citados pela Plataforma.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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Comentários 1 Comentar

Herbicida sem glifosato

Podem me indicar quais os que não têm glifosato.
Obrigado

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