Recidiva do melanoma maior do que a esperada

Estudo publicado no “Journal of the American College of Surgeons”

03 julho 2013
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A recidiva do melanoma é mais comum 10 ou mais anos após o início do tratamento do que o anteriormente pensado, ocorrendo em mais de um em cada 20 pacientes, sugere um estudo publicado no “Journal of the American College of Surgeons”.
 

Para o estudo os investigadores do Saint John's Health Center, nos EUA, contaram com a participação de 4.731 pacientes que tinham sido diagnosticados com melanoma e que foram acompanhados durante um longo período de tempo. Após uma década sem sinais de cancro, 408 dos participantes tiveram uma recidiva.
 

O estudo constatou que, nos primeiros 15 anos após o tratamento inicial, a taxa de recidiva foi de 6,8%, e ao fim de 25 anos foi de 11,3%. Após os investigadores terem incluído apenas os pacientes que tinham sido submetidos ao tratamento inicial, foi constatado que 6,9% dos 4.731 pacientes sofreram uma recaída deste tipo de cancro.
 

“Ao que tudo indica a recidiva do melanoma nunca é completamente eliminada”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Mark Faries. De acordo com estes resultados, o investigador defende que os pacientes diagnosticados com melanoma deveriam ser acompanhados ao longo de toda a vida.  
 

Os investigadores também constataram que a recaída tardia deste tipo de cancro era menos predominante nos homens, comparativamente com os pacientes cujo cancro tinha reativado nos primeiros três anos. Foi ainda observado que os pacientes cujo cancro não foi reativado pelo menos nos primeiros dez anos eram, em média, mais novos comparativamente com aqueles em que houve uma reativação precoce.
 

O estudo apurou que, comparativamente com os pacientes que tiveram uma recaída precoce, os que tiveram uma recaída tardia tinham um melanoma com características mais favoráveis e apresentavam um risco 40% menor de morrer deste tipo de cancro.
 

"Felizmente, a grande maioria dos pacientes com melanoma que não têm sinais de doença ao longo de mais de 10 anos, não têm uma recidiva. Contudo, os pacientes necessitam de estar cientes de que os sintomas persistentes ou inexplicados, em qualquer zona do organismo, podem ser um sinal da recidiva do melanoma, devendo certificar-se junto do seu médico que os sintomas não estão relacionados”, conclui o investigador.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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