Recetor da melatonina está associada à diabetes

Estudo publicado na “Nature Genetics”

01 fevereiro 2012
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Os indivíduos que apresentam uma mutação no recetor da melatonina, uma hormona envolvida no relógio biológico, apresentam um maior risco de sofrer de diabetes tipo 2, revela um estudo publicado na “Nature Genetics”.

 

Estudos anteriores já tinham descoberto que os indivíduos que trabalham por turnos apresentam um maior risco de diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. Adicionalmente, as pessoas que interrompem o sono repetidamente durante três dias, desenvolvem, temporariamente, sintomas de diabetes. 

 

O ciclo de vigília e sono é controlado pela melatonina, que produz sonolência e diminui a temperatura corporal. Em 2008, um estudo liderado pelos investigadores do Imperial College of London, no Reino Unido, deu conta que os indivíduos que apresentavam variações no gene MT2, um recetor da melatonina, tinham um risco um pouco maior de desenvolver diabetes tipo 2.
 

 

Neste novo estudo, liderado por Philippe Froguel, os investigadores procuraram variantes do gene MT2 que tinham um maior efeito no risco de desenvolvimento da doença em 7.632 indivíduos. No total, foram encontradas 40 variações associadas ao diabetes tipo 2, quatro das quais  eram muito raras e inibiam por completo a resposta do recetor à melatonina. Estes resultados foram, posteriormente, confirmados numa amostra adicional de 11.854 indivíduos.

 

O estudo constatou que os indivíduos que apresentam uma destas quatro mutações no gene MT2 têm um risco seis vezes maior de desenvolver diabetes tipo 2. A libertação de insulina, que regula os níveis de açúcar, também é regulada pela melatonina. Os investigadores sugerem que as mutações neste gene podem alterar a associação entre o relógio biológico e a libertação da insulina, conduzindo assim a um controlo deficiente do açúcar no sangue.

 

Philippe Froguel revelou, em comunicado de imprensa, que “o controlo de açúcar no sangue é um dos muitos processos regulados pelo relógio biológico. No estudo encontramos variantes muito raras do gene MT2 que têm um efeito muito maior que outras variantes mais comuns descobertas anteriormente. A categorização destas mutações irá permitir uma avaliação mais precisa do risco que uma pessoa tem em sofrer da doença tendo por base os seus genes”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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