Recém-nascidos: porque ficam doentes com frequência?

Estudo publicado no “Journal of Leukocyte Biology”

05 novembro 2013
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A grande suscetibilidade apresentada pelos recém-nascidos às infeções víricas está associada ao facto de estes nascerem sem uma proteína que desempenha um papel essencial na defesa do organismo, dá conta um estudo publicado no “Journal of Leukocyte Biology”.
 

Esta proteína, o TLR3, é um recetor que está envolvimento no reconhecimento de vários vírus e que medeia a resposta imunitária contra este tipo de microrganismos. Na ausência deste recetor, as células imunes do recém-nascido não se encontram devidamente equipadas para reconhecer e reagir apropriadamente contra determinados vírus, particularmente o vírus herpes simplex.
 

“Este estudo ajuda a compreender a imaturidade do sistema imunitário dos recém-nascidos e acreditamos que vai ajudar a desenvolver terapias de intervenção direcionadas para este tipo de população vulnerável”, revelou, em comunicado de imprensa, uma das autoras do estudo, Lucija Slavica.
 

De forma a chegarem a estas conclusões, os investigadores da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, compararam o sangue do cordão umbilical dos recém-nascidos com o mesmo tipo de células sanguíneas provenientes de adultos. Foi verificado que, comparativamente com as células dos adultos, as dos recém-nascidos não apresentavam o TLR3.
 

Ao expor os dois tipos de células a um composto que mimetizava a presença de um vírus, as células adultas imunes reagiam à sua presença através da produção de substâncias envolvidas na resposta imunitária contra os vírus, o interferão gama. Foi ainda observado que as células adultas infetadas pelo vírus eram também eliminadas, enquanto as células dos recém-nascidos não eram capazes de levar a cabo este tipo de funções.
 

“Este estudo contribui para o conhecimento do modo como o sistema imunológico reconhece os microrganismos e como estas vias se desenvolvem após o nascimento. Este estudo é de particular importância, uma vez que as crianças são de facto suscetíveis às infeções, como qualquer pai pode atestar. Desta forma, o conhecimento das vias que não se encontram ainda funcionais nos recém-nascidos pode conduzir ao desenvolvimento de novas terapias”, referiu o editor da revista onde este estudo foi publicado, John Wherry.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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