Receita eletrónica presente em cerca de 100 farmácias portuguesa

Declarações do ministro da Saúde

04 fevereiro 2015
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A dispensa de medicamentos por receita eletrónica já vigora em perto de 100 farmácias de Setúbal, Coimbra, Viana do Castelo e Beja.
 

De acordo com o ministro da Saúde, Paulo Macedo, este é um passo importante num programa que já estava previsto e que deverá estar concluído em junho.
 

"É um sistema mais seguro para o cidadão, porque, por exemplo, tem duas ou três embalagens que lhe foram prescritas na mesma receita e vai-lhe permitir mobilidade de prescrição, porque pode levantar uma hoje e daqui a cinco dias uma outra noutra farmácia, o que até aqui não era possível", explicou.
 

De acordo com a notícia avançada pela agência Lusa, foi também lançado um programa de incentivo à venda de genéricos, que, segundo o ministro, numa primeira fase visa que a quota de mercado dos medicamentos genéricos aumente dos atuais 46% para os 50%, mas cujo objetivo final é alcançar a quota de 60% nos medicamentos genéricos.
 

"O que queremos é chegar já aos 50% e depois caminhar para os 60%", acrescentou o ministro.
 

Este programa, publicado no Diário da República, vai remunerar as farmácias pela contribuição de cada uma para a poupança gerada para o Estado e para os utentes com o crescimento do mercado dos medicamentos genéricos.
 

De acordo com Paulo Macedo, com o aumento da venda de medicamentos genéricos, as farmácias diminuíram a sua margem de lucro, pelo que, ao contribuírem para o aumento da venda de genéricos e, consequentemente, para uma diminuição de custos para o Sistema Nacional de Saúde, o Estado incentivá-las-á com uma remuneração financeira.
 

O ministro da Saúde referiu que os cidadãos são os que mais vão beneficiar com a venda dos medicamentos genéricos.
 

O presidente da Associação Nacional das Farmácias (ANF), Paulo Duarte, explicou que a remuneração, que é calculada de acordo com uma fórmula, traduzir-se-á num ganho de 15 cêntimos por cada euro a mais de medicamentos genéricos vendidos.
 

Para Paulo Duarte, trata-se de um "passo de gigante" já que a receita eletrónica permite aviar receitas apenas com o cartão de cidadão, mas também permite adquirir medicamentos com a receita do Sistema Nacional de Saúde para quem não dispõe deste cartão de identificação eletrónico.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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