Receio de resultado positivo promove diagnóstico tardio da sida

Identificação dos doentes necessária para reduzir a transmissão da doença

20 junho 2010
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O diagnóstico e o tratamento tardio na infecção por VIH acontece devido ao receio de um resultado positivo, revelou o especialista em doenças infecciosas, Rui Marques.

 

Em declarações à agência Lusa, Rui Marques, revelou que “40% dos nossos doentes novos já vêm com critérios para iniciar imediatamente o tratamento, ou seja, numa fase tardia da doença”. Nos últimos anos, o número de novos doentes “não tem decrescido, tem-se mantido estável”, acrescentou o médico.

 

“O estigma que permanece associado à doença, faz com que as pessoas fujam do rastreio e este é um dos obstáculos à implementação de uma estratégia de diagnóstico mais abrangente e mais arreigada”, revelou o especialista. Deste modo, há a necessidade de “continuar o esforço para tentar identificar os doentes o mais precocemente possível e reduzir a transmissibilidade da doença”.

 

“Temos feito alguma coisa através do centro de diagnóstico anónimo e também junto dos médicos de família e dos serviços de urgência para, perante sintomas ou sinais clínicos de alarme, fazerem o pedido de rastreio, mas é necessário manter esse esforço”, revelou Rui Marques a propósito do 4º Encontro do Serviço de Doenças Infecciosas do Hospital de São João, que se realizou na quinta e sexta-feira passada, no qual participaram especialistas nacionais e internacionais, que discutiram o futuro no combate à infecção VIH/sida e o que falta fazer para sensibilizar a população para a realização do rastreio.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A
 

 

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