Rebeldia juvenil tem causa

Investigadores identificam actividade cerebral responsável

19 outubro 2002
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Chegam à puberdade e entram numa espécie de descontrolo, difícil de controlar e perceber: tornam-se arrogantes, impulsivos, instáveis. Pode haver excepções, mas o período da adolescência é quase sempre o mais angustiante para os pais e para os próprios jovens.
 

 

Neurologistas da Universidade Estadual de San Diego afirmam que a rebeldia típica da juventude se deve a um aumento da actividade nervosa do cérebro. Facto que dificulta o processamento adequado das emoções, inibindo a capacidade de compreensão das situações sociais.
 

 

Conhecer a origens do fenómeno é a parte boa da notícia. A má é saber que estas alterações duram entre os 11 e os 18 anos.
 

 

Robert McGivern e a sua equipa verificaram que, quando as crianças entram na puberdade, diminui a capacidade de reconhecerem rapidamente a emoção dos outros.
 

 

O estudo, publicado na New Scientist, recorre também aos resultados de outras pesquisas que detectaram que a interacção dos nervos, sobretudo no córtex pré-frontal, aumenta na puberdade. A equipa de McGivern testou a capacidade de jovens entre os 10 e os 22 anos de julgarem emoções expressas em imagens e palavras. Verificaram que ela se alterava com a idade. Ou seja, pelos 11 anos a velocidade com que identificavam emoções, como a tristeza ou a felicidade, desceu 20%. Percentagem que só foi recuperada por volta dos 18 anos. Resultado: «os joevens vivem situações emocionais mais confusas, adoptando comportamentos petulantes e instáveis», sintetiza McGivern.
 

 

 

Fonte: Diário de Notícias

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