Reativação da memória durante o sono

Estudo realizado pela Northwestern University

17 abril 2013
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As memórias que são reavivadas durante os períodos de sono ou vigília podem ter impacto na consolidação da memória e na informação que é relembrada posteriormente, sugere um estudo levado a cabo pelos investigadores da Northwestern University.
 

O estudo refere que quando a informação associada à memória tem um valor elevado, a memória é mais provável de ocorrer e ser consolidada durante o sono e ser consequentemente recordada mais tarde. Por outro lado, foi também constatado que a manipulação direta do sono permitia encorajar a reativação das memórias de baixo valor, de modo a estas serem relembradas mais tarde.
 

Neste estudo, os investigadores desenharam uma experiência para avaliar como os participantes recordavam as localizações dos objetos no ecrã de computador. A cada objeto foi atribuído um valor, sendo os participantes informados do dinheiro que podiam receber caso se lembrassem deles no último teste.
 

Um valor atribuído a cada objeto informou os participantes acerca do valor monetário  que podiam receber, caso se lembrassem do objeto.
 

"O valor diferia bastante entre os objetos. Manipulámos o valor das memórias, algumas valiosas e outras nem tanto, tal como ocorre com os eventos vividos diariamente na medida em que gostaríamos de ser capazes de nos lembrar deles mais tarde”, explicou em comunicado de imprensa, um dos coautores do estudo, Ken Paller.
 

A visualização de cada objeto foi acompanhada por um som característico. Durante os estados de vigília e de sono, alguns dos sons foram reproduzidos, muito suavemente, essencialmente, lembrando os participantes dos itens de baixo valor. Foi verificado que os participantes recordaram as associações de baixo valor melhor quando estas eram apresentadas durante o sono.
 

“Acreditamos que o que está acontecer durante o sono é basicamente a reativação dessas informações. Podemos provocar a reativação através da reprodução dos sons, portanto, ativando as memórias de baixo valor para que elas fiquem melhor armazenadas.
 

O estudo refere que independentemente do estímulo que leva à reavivação da memória durante o sono, este vai ser determinante para que uma determinada memória seja ou não relembrada mais tarde.
 

De acordo com os autores do estudo, a memória tem de ser reativada para ser lembrada mais tarde. Muitas das reavivações das memórias ocorrem sem que as pessoas se apercebam disso, nomeadamente durante o sono.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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