Realizada cirurgia de reconstrução de metade da pélvis e da totalidade do fémur

Cirurgia efetuada pelo Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra

05 agosto 2019
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O doente sujeito a uma cirurgia altamente complexa de reconstrução de metade da pélvis e da totalidade do fémur em conjunto, teve alta do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra ao fim de nove meses.
 
"Tratava-se de um caso complexo de infeção periprotésica em prótese total da anca de revisão, com perda de osso associada, grande limitação funcional e dor, num homem de 66 anos, após 12 anos de sofrimento com fístulas ativas", explica o CHUC, em comunicado enviado à agência Lusa.
 
Segundo esta unidade hospitalar, “situações deste tipo, normalmente, têm de ser tratadas com recurso a amputação de todo o membro, ou em alternativa manter uma atitude de vigilância e incómodo para o doente".
 
A alternativa proposta decorreu da experiência acumulada no "tratamento de casos de cancro ósseo ou das neoplasias músculo-esqueléticas, com recurso à excisão dos tecidos afetados (retirada de todos os tecidos com doença maligna) e substituição por uma endoprótese (prótese interna), cirurgia conhecida a nível científico pela denominação de horrendoplastia".
 
A cirurgia foi realizada em outubro de 2018 no Serviço de Ortopedia do CHUC, que é Centro de Referência naquele tipo de cirurgia oncológica, chefiado por Fernando Fonseca, tendo sido executada por uma equipa liderada pelo cirurgião João Paulo Freitas.
 
O doente, oriundo da grande Lisboa, não aceitou a amputação proposta e procurou o CHUC, que lhe propôs "um tratamento cirúrgico igual ao que se realiza em situações de tumores avançados do aparelho locomotor, mas onde não existem relatos consistentes, na literatura científica internacional, no contexto de infeção periprotésica e óssea".
 
A intervenção implicou a excisão completa de metade da pélvis e da totalidade do fémur e a sua posterior reconstrução com uma "megaprótese de hemipelvis e fémur total, concebida e produzida especificamente para o caso clínico em questão".
 
Após um tratamento médico e cirúrgico que implicou um internamento de nove meses e duas semanas, "com duas grandes cirurgias (cada uma com uma duração média de 10 horas)", o doente teve alta hospitalar no sábado, "saindo a andar de forma autónoma, com auxílio de canadianas e de uma ortótese especial que o ajudará a recuperar no seu ambiente familiar".
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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