Realidade virtual beneficia pacientes com doença de Parkinson

Estudo apresentado no Congresso Experimental Biology de 2019

15 abril 2019
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Uma equipa de investigadores demonstrou que o uso de ambientes de realidade virtual para treino motor de pacientes com doença de Parkinson conseguiu produzir melhorias no equilíbrio, contorno de obstáculos e confiança de movimentação.
 
Os problemas nos músculos e movimentação típicos da doença de Parkinson afetam a capacidade de locomoção e equilíbrio, causando muitas vezes quedas e lesões. Para muitos pacientes, movimentarem-se dentro da sua própria casa pode ser um verdadeiro desafio.
 
Os investigadores da Universidade de Utah, EUA, decidiram então criar um sistema de treino, usando realidade virtual, para oferecer aos pacientes com Parkinson um espaço seguro, onde pudessem exercitar o equilíbrio e controlo dos seus músculos.
 
Com o novo sistema, os pacientes deslocam-se numa passadeira de corrida, deparando-se com objetos virtuais. Se conseguirem gerir com sucesso esses obstáculos numa primeira volta, na segunda volta os objetos tornam-se maiores.
 
“A vantagem principal é que podem deparar-se com múltiplos obstáculos e superfícies, mantendo-se um ambiente seguro, usando equipamento como um cabo para impedir quedas”, explicou Bo Foreman, investigador neste estudo.
 
Adicionalmente, disse, “os participantes gostaram da experiência e acharam-na divertida; não foi só exercício. Eles gostaram de treinar e de se desafiarem a eles próprios sem medo de caírem”.
 
O novo sistema de treino foi testado em 10 pacientes com doença de Parkinson, que o usaram durante sessões de 30 minutos, três vezes por semana, durante seis semanas. 
 
Como resultado, os participantes evidenciaram melhorias significativas no contorno de caixas grandes e pequenas, no equilíbrio e na movimentação das ancas e tornozelos, capacidades estas que estão correlacionadas com um menor risco de quedas.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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