Reações alérgicas nas crianças: é necessário uma maior vigilância

Estudo publicado na revista “Pediatrics”

28 junho 2012
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As crianças alérgicas a determinados alimentos têm mais reações alérgicas graves do que o esperado, devido a erros de rotulagem dos alimentos ou reações cruzadas, dá conta um estudo publicado na revista “Pediatrics”.

 

“Os nossos resultados chamam a atenção para a necessidade dos pais e dos cuidadores de crianças serem mais vigilantes para evitar a exposição destas aos alergénios e por outro lado saberem tratá-las corretamente”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, David Fleischer.

 

Para o estudo os investigadores do National Jewish Health, nos EUA, acompanharam, ao longo de três anos, 512 crianças com alergias a alimentos que tinham entre três a quinze meses. Durante o período de acompanhamento ocorreram 1.171 reações alérgicas e 53% das crianças tiveram mais do que uma reação.

 

Em cerca de metade das reações, os alimentos foram fornecidos por pessoas que não os pais, como familiares, professores ou outros cuidadores. Assim, os especialistas alertam os pais para a importância de informar todos os cuidadores dos seus filhos sobre a gravidade de uma reação alérgica, como evitar uma exposição acidental e como trata-la caso esta ocorra. Foi verificado que 89% das reações foram causadas por exposição acidental, devido a erros na rotulagem dos alimentos ou reação cruzada.

 

O estudo apurou ainda que 11% das reações foram consideradas graves tendo as crianças apresentado dificuldades respiratórias, edema na garganta, descida súbita da pressão arterial, tonturas ou desmaio. Contudo, apenas 30% destas reações graves foram tratadas com epinefrina, um medicamento que os pais podem administrar para reduzir os sintomas, enquanto esperam pelo atendimento médico. Entre as razões para o facto de os cuidadores não terem administrado a epinefrina encontram-se: não terem reconhecido a reação como grave, não terem epinefrina disponível e medo da sua administração.

 

"É muito importante que os pais das crianças com alergias alimentares tenham sempre consigo a caneta de epinefrina, saibam como a usar e reconheçam uma reação grave. A correta administração de epinefrina no momento exato pode salvar uma vida”, revelou em comunicado o coautor o estudo, Dan Atkins.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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