Reações alérgicas graves estão a aumentar entre os jovens

Dados da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica

11 abril 2014
  |  Partilhar:

As reações alérgicas graves potencialmente fatais provocadas por alergias alimentares estão a aumentar na população mais jovem, de acordo com a Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC).
 

“A anafilaxia, que passou a ser de notificação obrigatória em Portugal em 2012, é ainda mal diagnosticada entre nós, colocando em risco 0,5 a 1,5% da população portuguesa (até 150.000 portugueses) sendo que, abaixo dos 18 anos, os alimentos são a sua principal causa”, referiu o presidente da SPAIC, Luís Delgado.
 

Este é um dos temas que serão abordados hoje na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), num curso de Alergia Alimentar organizado em colaboração com a Faculdade de Ciências da Nutrição da UP e o Hospital S. João.
 

A palestra denominada “O Essencial sobre a Alergia Alimentar” é destinada a pais e educadores e tem como principal objetivo informar e esclarecer dúvidas sobre sintomas e cuidados a ter nos casos de reação alérgica.
 

Segundo a organização desta iniciativa, o número de crianças com alergias alimentares tem vindo a aumentar nos últimos anos e resulta de uma combinação de fatores hereditários e ambientais. Desta forma a falta de exercício físico, o aumento da poluição atmosférica e do fumo do tabaco, as alterações dos regimes alimentares e a obesidade incrementam a possibilidade de surgirem este tipo de complicações. As alergias mais frequentes são à proteína do leite de vaca e à do ovo. Alergia ao peixe, trigo, mariscos e frutos secos encontram-se também entre as mais comuns.
 

As consequências das reações alérgicas podem ser fatais pois o contacto com agentes alergénicos pode desencadear um choque anafilático (reação alérgica muito rápida que implica sintomas como taquicardia, desmaio e inchaço na zona interna da garganta, com risco de asfixia), e desta forma levar à morte.
 

A Academia Europeia de Alergia e Imunologia Clínica (EAACI) encontra-se atualmente a trabalhar um novo guia de atuação em anafilaxia com o objetivo de fornecer à comunidade científica e da área da saúde, recomendações baseadas na evidência científica sobre o reconhecimento, avaliação e tratamento dos doentes que apresentaram, apresentam ou estão em risco de apresentar um quadro de anafilaxia.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.