Reacção alérgica ao amendoim pode ser impedida

Estudo publicado no “Journal of Immunology”

19 Outubro 2011
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Investigadores conseguem impedir o desenvolvimento da reacção alérgica aos amendoins, dá conta um estudo publicado no “Journal of Immunology”.
 

As alergias ao amendoim causam frequentemente reacções alérgicas que põem em risco a vida das pessoas, um processo conhecido como anafilaxia. De acordo com o National Institutes of Health, todos os anos ocorrem entre 15 a 30 mil episódios de anafilaxia induzida por alimentos, dos quais resultam entre 100 a 200 mortos, nos EUA.
 

Quando um indivíduo alérgico come um amendoim, as proteínas são absorvidas pelo intestino, o que pode activar uma resposta imunológica e colocar a vida dessa pessoa em risco. Esta resposta inclui a constrição das vias aéreas, pressão arterial baixa e  choque, que podem conduzir à perda de consciência e morte.
 

A imunoterapia é uma abordagem terapêutica eficaz para muitas doenças alérgicas, mas requer períodos longos de tratamento e apresenta um elevado risco de reacções adversas, particularmente na alergia alimentar. De forma a tentar encontrar uma nova abordagem terapêutica às reacções alérgicas alimentares, os investigadores do Feinberg School of Medicine da Northwestern University, nos EUA, utilizaram um modelo animal que mimetizava a reacção anafilática ao amendoim e associaram as proteínas do amendoim à superfície dos leucócitos, que foram administrados aos ratinhos intravenosamente.  
 

O estudo revelou que quando os ratinhos eram alimentados com extracto de amendoim, após dois tratamentos, estes deixavam de apresentar qualquer reacção anafiláctica, pois o seu sistema imunológico reconhecia estas proteínas como seguras.
 

Em comunicado enviado à imprensa, Bryce Miller explica que “o sistema imunológico reconheceu as proteínas do amendoim como algo perfeitamente normal, pois estas já tinham sido apresentadas pelos glóbulos brancos”. O investigador explica em maior detalhe que este método diminui o número de linfócitos Th 2 que causam a alergia e aumenta o número de linfócitos T reguladores, que são importantes para o normal reconhecimento das proteínas do amendoim.

O investigador conclui que como é possível associar à superfície das células mais do que uma proteína, este método pode ser utilizado para travar simultaneamente várias reacções alérgicas alimentares.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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