Reabilitação cardíaca subutilizada em Portugal

Dados de inquérito nacional

13 março 2009
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A reabilitação cardíaca, que permite reduzir a mortalidade em doentes com problemas cardiovasculares, é subutilizada em Portugal, onde existe uma escassez de centros que prestam estes serviços, revela um estudo.

 

O inquérito nacional “O Panorama Actual da Reabilitação Cardíaca”, do Grupo de Estudos de Fisiopatologia de Esforço e Reabilitação Cardíaca (GEFERC) da Sociedade Portuguesa de Cardiologia, recolheu dados de 2007 referentes à utilização da reabilitação cardíaca em centros existentes em Portugal.

 

Segundo o documento, desde 1998 até Dezembro de 2007, 5 588 doentes realizaram um programa de reabilitação em Portugal.

 

Em declarações à Lusa, Ana Abreu, coordenadora do GEFERC, afirmou que metade dos doentes que realizou este programa tinha sofrido enfarte do miocárdio, correspondendo este número apenas a 3% dos doentes que tiveram alta hospitalar em 2007 devido a esta doença. "É um número muito reduzido", afirmou a médica cardiologista do Hospital de Santa Marta, em Lisboa, adiantando que o GEFERC está a tentar promover a reabilitação cardíaca em Portugal.

 

A não comparticipação da reabilitação pelo Serviço Nacional de Saúde, a escassez de centros e a sua deficiente distribuição geográfica, a má informação ao doente/médico, a falta de referência médica, de motivação do doente e de divulgação dos programas são as razões apontadas no documento para a pouca prática desta terapêutica em Portugal, onde as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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