Ratinhos com lesões na medula voltam a andar

Estudo divulgado pela University of California

28 janeiro 2008
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Pela primeira vez, um estudo da University of California, Los Angeles, mostra que o sistema nervoso central pode reorganizar-se e seguir novos trilhos para restaurar a comunicação celular requerida para a movimentação.
 

A descoberta pode levar a novas terapias para os milhares de pacientes com lesões traumáticas na espinha dorsal.
 

 

Usando ratinhos, a equipa liderada por Michael Sofroniew, professor de Neurobiologia na David Geffen School of Medicine da University of California Los Angeles, EUA, bloqueou metade das longas fibras nervosas em pontos diferentes dos dois lados da medula-espinal. Não tocaram no seu centro, que contém uma série de ligações nervosas mais curtas que geram informações a curta distância ao longo de toda a medula. E o que descobriram surpreendeu-os. Em oito semanas a maioria dos roedores voltava a ter a capacidade de controlar as pernas, andando mais devagar, mas recuperando a mobilidade. Quando os investigadores bloquearam as ligações nervosas curtas, os animais ficaram, de novo, paralisados.
 

 

O passo seguinte para a equipa da UCLA é o de induzir as células nervosas na medula-espinal a crescer e construir desvios à volta das lesões. Se o conseguirem, abrem caminho a novas estratégias para restaurar a mobilidade a lesionados, o que até agora se convencionou ser impossível de alcançar.
 

 

Fontes: DN e Imprensa Internacional
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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