Rastreios e consultas realizados em ópticas podem ser perigosos

Alerta da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia

20 setembro 2011
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A presidente da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) alertou para os riscos da realização de rastreios e consultas em ópticas, lembrando que os profissionais que trabalham nas lojas não são médicos nem estão habilitados para realizarem prescrições.

 

“Para evitar confusões, os oftalmologistas que receitam não podem vender e quem vende não pode receitar. Se baralharmos esta equação o resultado pode ser muito mau”, simplificou a presidente da SPO, Manuela Carmona, em declarações à agência Lusa.

 

Às consultas de Manuela Carmona já chegaram “mães muito alarmadas” porque tinham sido informadas nas ópticas de que os filhos viam mal. Mas, depois de feitos os exames necessários, “verificou-se que afinal nem precisavam de óculos”, concluiu a especialista.

 

Para a presidente da SPO não há dúvidas: “Quem deve tratar da saúde visual são os médicos oftalmologistas”. Na semana passada, o jornal I noticiou que há ópticas que realizam “rastreios falsos” em escolas tendo já provocado problemas de visão às crianças por erro na avaliação.

 

Segundo o director do serviço de oftalmologia dos Hospitais da Universidade de Coimbra, as crianças são observadas em carrinhas, sendo que “muitas nem têm especialistas".

 

A “Multiópticas” é uma das empresas envolvidas no escândalo. Contactado pela Lusa, o diretor geral desta cadeia, Rui Borges, garante que a “única carrinha que têm a circular no país tem o melhor equipamento que existe e os rastreios são feitos apenas por optometristas licenciados”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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