Rastreios de cancros da mama e do colo do útero estão a diminuir

Declarações do coordenador do Programa Nacional de Doenças Oncológicas

02 dezembro 2014
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As mulheres estão a aderir menos aos rastreios dos cancros da mama e do colo do útero, pelo que será feito um inquérito para avaliar as razões desta diminuição, revelou o coordenador do Programa Nacional de Doenças Oncológicas.
 

Nuno Miranda referiu que cada vez mais mulheres são convidadas a fazer o rastreio ao cancro da mama – 389.602 em 2012 e 408.868 em 2013 -, número bastante superior ao das mulheres rastreadas (248.950).
 

“A percentagem de mulheres que aceita fazer rastreio ao cancro da mama está a diminuir”, disse Nuno Miranda, à agência Lusa, sugerindo que a polémica em torno da utilidade e riscos deste rastreio tem contribuído para estes valores.
 

O oncologista referiu ainda que as dificuldades financeiras também poderão contribuir para esta diminuição: “Menos dinheiro, menos disponibilidade para este tipo de preocupação”.
 

A situação ao nível do colo do útero também preocupa o oncologista, ao ponto de as autoridades terem decidido realizar um inquérito para averiguar se estas mulheres não fazem de todo o rastreio ou se optam por fazê-lo em unidades de saúde privadas.
 

Relativamente rastreio ao cancro do colo do útero, a taxa de adesão desceu de 67,55%, em 2012, para 62,81%, em 2013.
 

O médico defende a promoção deste rastreio, uma vez que ainda é cedo para se fazerem sentir os efeitos da vacina contra o vírus do papiloma humano, um dos responsáveis por este carcinoma.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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