Rastreios a cancros: maioria dos jovens desconhece a sua existência

Alerta a Sociedade Portuguesa de Oncologia

21 novembro 2016
  |  Partilhar:
A maioria dos jovens desconhece a existência de alguns rastreios para o cancro, o que para a Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO) é preocupante.
 
O inquérito, promovido pela SPO no âmbito do simpósio nacional desta organização, que decorreu na semana passada, com o tema “Reflexões para o Futuro”, revelou que apenas o rastreio para o cancro da mama é suficientemente conhecido dos jovens: 77% diz que tem conhecimento.
 
No entanto, outros tipos de rastreios ao cancro são pouco conhecidos desta faixa etária (15 e 30 anos). Apenas 34% dos inquiridos reconhecem a existência do rastreio para o cancro do colo do útero (papanicolau) e 32% para o cancro da próstata (toque retal).
 
“No caso da colonoscopia, usada no rastreio do cancro colorretal, a percentagem desce para os 12 por cento”, lê-se nas conclusões do inquérito ao qual a agência Lusa teve acesso.
 
O inquérito apurou ainda que a maioria dos jovens portugueses define corretamente o cancro (75%) e 93% não consideram que o diagnóstico de cancro seja sempre uma sentença de morte, enquanto 69% acreditam que o cancro pode ser prevenido.
 
Gabriela Sousa, a presidente da SPO, refere que a falta de conhecimento sobre rastreios é preocupante, uma vez que estes são fundamentais para detetar precocemente o cancro, ainda antes do aparecimento dos primeiros sintomas
 
“Sabemos que quanto mais cedo a doença for diagnosticada, maiores são as probabilidades de cura. Os programas de rastreio organizado não têm ainda uma cobertura nacional de 100 por cento, mas é importante que os jovens de hoje, adultos de amanhã, reconheçam aqueles que existem, para potenciar a adesão”, concluiu. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar