Rastreio nacional da displasia da anca

Doença afecta três em cada mil bebés em Portugal

02 novembro 2009
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A displasia da anca, que afecta três em cada mil bebés nascidos em Portugal, vai ser alvo de um rastreio nacional a partir de Janeiro com o objectivo de evitar diagnósticos tardios, segundo uma notícia avançada pela agência Lusa.

 

De acordo com o director do serviço de Ortopedia do Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, Cassiano Neves, continuam a chegar àquela unidade crianças com diagnóstico tardio. "De 2005 a 2008, ainda observámos cerca de 220 crianças com diagnóstico tardio", afirmou Cassiano Neves, que considera que hoje em dia esse número deveria já ser menor.

 

Na opinião do director do serviço de Ortopedia daquela unidade hospitalar, não se trata de "um problema dramático", mas "manda a boa prática que se procurem melhores soluções". Assim, o médico acredita que o rastreio é fundamental "para que todo o país fale a mesma língua", ou seja, para que haja uma uniformização de procedimentos entre todos os profissionais envolvidos, desde pediatras a clínicos gerais.

 

Cassiano Neves explicou que uma criança pode ser analisada e diagnosticada com um mês de idade e só ter consulta aos seis meses. "É fundamental que todos saibam como identificar este problema e que os doentes possam chegar rapidamente aos hospitais", sublinhou.

 

O médico tem esperança de que o rastreio permita, no prazo de um ano, reduzir significativamente o número de diagnósticos tardios e defende que ele deve ser feito a todos os recém-nascidos. Caso não seja tratada atempadamente, a displasia de desenvolvimento da anca conduz à doença degenerativa daquela parte do corpo e à osteoartrite em idade adulta.

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