Rastreio do cancro colorretal deve iniciar aos 45 anos

Estudo publicado na revista “CA: A Cancer Journal for Clinicians”

05 junho 2018
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Novas diretrizes da Sociedade Americana do Cancro recomendam que o rastreio do cancro colorretal inicie aos 45 anos de idade, em vez de aos 50 anos, em indivíduos em risco médio para a doença.
 
Esta recomendação atualizada foi formulada por Elizabeth Fontnam e equipa de trabalho, na sequência de resultados de estudos que indicaram um aumento considerável na incidência de casos de cancro colorretal na população mais jovem.
 
A equipa de trabalho descobriu que nos adultos com menos de 55 anos de idade, se verificou um aumento de 51% na incidência de casos de cancro colorretal, entre 1994 e 2014, assim como um aumento de 11% nas mortes entre 2005 e 2015.
 
Foi ainda apurado que nos últimos 20 anos a incidência de cancro nos indivíduos com 55 anos e mais de idade diminuiu bastante, o que se deve em parte ao rastreio da doença, que resulta na remoção de eventuais pólipos.
 
Um estudo recente indicou ainda que os indivíduos nascidos por volta de 1990 apresentam o dobro do risco de desenvolverem cancro do cólon, um risco que quadruplica no caso do cancro retal, em comparação com os nascidos por volta de 1950, os quais apresentam o risco mais baixo para ambas as doenças.
 
As novas diretrizes referem-se a pessoas que apresentam um risco médio de cancro colorretal. Relativamente à população que apresenta um risco elevado de desenvolver a doença, como possuir um histórico familiar, histórico pessoal de doença inflamatória dos intestinos ou pólipos diagnosticados antes dos 60 anos de idade, o risco e rastreio devem ser decididos com o médico.
 
O cancro colorretal é o quarto cancro mais diagnosticado, e o segundo responsável por morte devido a doenças cancerígenas, No entanto, se for detetado e tratado num estado inicial, apresenta uma taxa de sobrevivência aos cinco anos de 70%.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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