Rastreio de VIH em grávidas é caso de sucesso

Declarações da Liga Portuguesa Contra a Sida

26 outubro 2015
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O rastreio da infeção pelo VIH realizado a todas as grávidas é um “caso de sucesso” entre os avanços conseguidos na luta contra esta doença em Portugal, defende a presidente da Liga Portuguesa Contra a Sida (LPCS).
 

“Hoje todas as grávidas que têm acompanhamento fazem o teste de rastreio”, disse Maria Eugénia Saraiva, à agência Lusa.
 

Este ano, em Portugal “234 parturientes foram detetadas com VIH e só quatro crianças nasceram seropositivas. É um caso de sucesso que há 25 anos não tínhamos”, disse.
 

No ano em que celebra 25 anos, a LPCS, em parceria com o Instituto Português de Oncologia, vai iniciar o rastreio ao papiloma vírus humano (HPV), no âmbito do programa “Saúde + perto”, que já realiza rastreios ao VIH, hepatites víricas e outras infeções sexualmente transmissíveis (IST).
 

Num balanço do trabalho da associação, pioneira nesta área, Eugénia Saraiva disse que foram 25 anos a combater a doença, com projetos de apoio às pessoas infetadas com o vírus da imunodeficiência humana, aos seus familiares e amigos, e ações de sensibilização junto da população para prevenir a doença.
 

“Ontem quando alguém era diagnosticado para o VIH era como se ouvisse a sua sentença de morte”, não havia medicação específica e “as pessoas eram descobertas maioritariamente na fase já de Sida”, disse, lembrando ainda o estigma sobre a doença que estava associada a comportamentos promíscuos e a grupos de risco.
 

Apesar de o panorama se ter “modificado significativamente”, o estigma social e a discriminação ainda permanecem: “Está muito camuflada, mas existe”. Contudo, é preciso lembrar que “a infeção é muito democrática, atinge de A a Z todas as pessoas, sem olhar a cor, a religião, a partidos”.
 

“Temos todos os dias pessoas de diversas idades que nos chegam para serem aconselhadas sobre como devem fazer para chegarem ao hospital e começarem mais depressa o tratamento”, contou.
 

Relativamente ao futuro, Eugénia Saraiva disse que a intenção é continuar a contribuir para que mais pessoas conheçam o seu estatuto serológico, tenham acesso à prevenção, cuidados de saúde e tratamento atempado.
 

A Liga pretende também criar respostas inovadoras, fundamentadas em evidência científica e dirigidas a populações específicas, e concretizar os objetivos traçados em conformidade com as estratégias nacionais e internacionais.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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