Rasteiro do cancro da mama reduz risco de morte em 40%

Estudo publicado no “New England Journal of Medicine”

09 junho 2015
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As mulheres com idades compreendidas entre os 50 e os 69 anos que são submetidas a mamografias reduzem o risco de morrer por cancro da mama em 40%, comparativamente com as mulheres que não fazem este tipo de rastreio, defende um estudo publicado no “New England Journal of Medicine”.
 

No geral, as mulheres que são convidadas a realizar uma mamografia têm um risco 23% menor de morte por cancro da mama, comparativamente com as mulheres que não são submetidas a este tipo de rastreio.
 

Para o estudo, uma equipa internacional de investigadores analisou o impacto positivo e negativo dos diferentes métodos de rastreio do cancro da mama em 11 ensaios aleatórios controlados e 40 estudos observacionais de elevada qualidade.
 

O estudo confirma os achados anteriores de que as mulheres entre os 50 e 69 são as que mais beneficiam do rasteiro do cancro da mama. Contudo, vários estudos têm também demonstrado que existe uma redução substancial no risco de morte por cancro da mama nas mulheres entre os 70 e 74 que são convidadas a fazer o rastreio, uma alteração relativamente às crenças anteriores. Poucas foram as evidências que favoreceram o rastreio nas mulheres com 40 anos.
 

“Apesar da evidência de que a mamografia é eficaz, ainda é necessário realizar mais estudos sobre métodos de deteção alternativos, como a prometedora tomossíntese digital da mama – uma nova técnica que captura imagens em 3D e que pode potencialmente melhorar a eficácia da mamografia na análise de tecido mamário mais denso”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Stephen Duffy da Universidade de Queen Mary, em Londres.
 

O investigador refere que também é importante continuar a investigar a forma de rastrear as mulheres que se encontram em risco elevado de cancro da mama devido aos seus antecedentes familiares ou contexto genético.
 

O objetivo do rasteiro da mama é diagnosticar precocemente as mulheres com cancro, melhorando consequentemente o prognóstico e reduzir o número de casos de estadio tardio e mortes. Contudo, tem surgido alguma preocupação em torno do impacto negativo da mamografia, incluindo resultados falsos positivos, sobrediagnóstico e possibilidade da radiação causar cancro.
 

“Espera-se que este estudo convença as mulheres do mundo inteiro que o rastreio do cancro da mama através da realização de mamografia salva vidas. A evidência mostra que o rastreio do cancro da mama é uma ferramenta fundamental para aumentar o diagnóstico precoce e consequentemente reduzir o número de mortes”, conclui Stephen Duffy.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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