Rapazes ficam mais tempo no útero

Hormonas dos bebés podem estar relacionadas com o parto

05 maio 2003
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Porque razão certos bebés teimam em não querer nascer? E porque razão algumas crianças ficam mais tempo dentro do útero materno?
 

 

Segundo um estudo recente, são os meninos quem fica mais tempo dentro da barriguinha da mamã. Mas, as razões para que os bebés do sexo masculino demorem mais a nascer não foram esclarecidas, concluiu uma equipa de investigadores norte-americanos e suecos.
 

 

Uma gravidez é considerada prolongada caso demore 41 semanas ou mais, observaram Michael Divon, do Lenox-Hill Hospital, em Nova Iorque, em conjunto com os colegas do Lenox-Hill e Instituto Karolinska, na Suécia. Os bebés que nascem após uma gravidez desse tipo enfrentam um risco maior de ter problemas de saúde e de morrer.
 

 

Alguns dos casos apontados pelos cientistas referem que a responsável pelo facto dos rapazes permanecerem mais tempo no útero é uma deficiência enzimática - encontrada no sexo masculino – que poderia levar o feto a produzir uma quantidade muito pequena de estrogénio e estendendo a gravidez.
 

 

Para verificar se o sexo poderia estar associado ao prolongamento da gravidez, a equipa estudou quase 660 mil bebés nascidos na Suécia, entre 1987 e 1996.
 

 

Os autores verificaram que, em média, os homens ficam um dia a mais no útero. Cerca de 26,5 por cento dos meninos nasceram com 41 semanas ou mais, comparados a 22,5 por cento das meninas. Verificou-se também que 7,6 por cento do bebés do sexo masculino e 5,5 por cento dos bebés do sexo feminino ficaram 42 semanas ou mais no útero. Os meninos foram 1,5 vez mais propensos a nascer com 43 semanas ou mais.
 

 

Erros na determinação da data provável do parto são a razão mais comum para uma gravidez considerada longa. Na primeira gravidez, por exemplo, as mulheres são mais propensas a dar à luz mais tarde. A tendência também se repete entre pacientes que já tiveram gravidezes prolongadas. Outro motivo para a demora podem ser anormalidades fetais.
 

 

Para os investigadores, no entanto, nenhuma dessas razões explica de forma adequada a diferença de género verificada no estudo.
 

 

É possível que os resultados fossem diferentes se a investigação fosse realizada na América do Norte ou com outras populações em que haja diversidade étnica ou ainda, adiantaram os cientistas, em locais que adoptem práticas obstétricas distintas. « As conclusões levantam a possibilidade de que mecanismos específicos de género estejam envolvidos na iniciação do trabalho de parto e do parto propriamente dito em humanos.»
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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