Raios UV têm papel importante no controlo da esclerose múltipla

Estudo publicado na revista “PNAS”

28 março 2010
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Há já algumas décadas que se sabe que a vitamina D reduz os sintomas de esclerose múltipla (EM), mas um novo estudo vem contribuir com mais dados, ao ter verificado que os raios ultravioletas têm um papel importante no controlo dos sintomas da doença.

 

O estudo, publicado na revista PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences), teve como objectivo distinguir o papel da vitamina D e dos raios ultravioleta (UV) na elevada taxa de casos de esclerose múltipla em pessoas que habitam longe do Equador (onde a luz solar é menos abundante).

 

A EM é uma doença neurológica progressiva, causada pela deterioração das fibras nervosas, que interfere com as funções básicas como a visão, a locomoção e o equilíbrio, entre outras.
 

A radiação UVA, parte da luz solar que estimula o organismo a produzir a vitamina D, e os níveis mais altos desta vitamina estimulam o sistema imunitário e, deste modo, poderão ajudar a desacelerar os sintomas da doença. Mas o resultado deste abrandamento é provocado directamente pela exposição aos raios UV ou, indirectamente, pelos níveis mais altos de vitamina D?

 

Foi esta questão que motivou a investigação liderada por Hector DeLuca e Brian Becklund, ambos da University of Wisconsin–Madison, nos EUA. No estudo foram usados ratinhos geneticamente manipulados para apresentarem a doença, que foram expostos a níveis moderados de luz ultravioleta durante uma semana. Depois disso, os roedores eram expostos às radiações a cada dois ou três dias.

 

A exposição aos raios ultravioleta (equivalente a duas horas de sol de Verão) não mudou a forma como muitos dos ratinhos desenvolveram a doença, mas reduziu os sintomas, especialmente nos que foram expostos à luz ultravioleta a cada dois dias.

 

Embora a exposição aos raios UV tenha aumentado os níveis de vitamina D, esta, por si só, não explica a redução dos sintomas de esclerose múltipla. Por isso, a equipa continua a investigação com o intuito de determinar que compostos produzidos pela pele têm um papel relevante na desaceleração da doença.

 

No artigo, os investigadores dizem-se esperançados que deste estudo venha a culminar uma nova terapia, possivelmente baseada na exposição solar.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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