Raios ultravioleta usados em nova técnica de deteção do cancro

Investigação do ISEP

13 fevereiro 2020
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Um investigador do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP) desenvolveu uma técnica que, ao recorrer à luz ultravioleta, aumenta a transparência dos tecidos biológicos e permite "melhorar o diagnóstico e tratamento" do cancro.
 
"A aplicação destas tecnologias óticas em medicina pretende substituir as tecnologias atuais de diagnóstico e tratamento que utilizam radiação ionizante (raio-x)", afirmou em entrevista à Lusa Luís Oliveira, investigador do Centro de Inovação em Engenharia e Tecnologia Industrial do ISEP.
 
Em colaboração com o Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto e com a Universidade Estatal de Saratov, na Rússia, o investigador analisou tecidos biológicos saudáveis e tecidos da camada muscular do cólon humano de doentes com cancro do cólon.
 
Sabendo que os tecidos do corpo humano possuem propriedades que "limitam a aplicação de luz" em procedimentos clínicos, o investigador optou por “trocar parcialmente a água intersticial dos tecidos [solução aquosa presente entre as células] por outro agente”.
 
Mergulhando os tecidos biológicos em soluções aquosas, com diferentes concentrações de glicerina, Luís Oliveira conseguiu "observar a criação de duas janelas óticas de transparência".
 
De acordo com o investigador, esta nova técnica de transparência permite, assim, "fazer um diagnóstico mais eficaz e, eventualmente, até eliminar um tumor que está entranhado no interior de um tecido".
 
"A luz ultravioleta consegue penetrar mais fundo nos tecidos, sem se espalhar, permitindo adquirir imagens médicas de camadas mais profundas e, ainda, realizar cirurgias para remoção de tumores que se encontrem no interior dos tecidos", explicou.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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