Radioterapia na gravidez: decisão difícil

Efeitos nocivos no feto dependem da idade de gestação

29 julho 2005
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Apesar de não ser muito frequente diagnosticar um cancro a uma mulher grávida, quando acontece surge um grave conflito ético devido às consequências dos tratamentos de radiação no feto. As doenças mais frequentes neste tipo de pacientes são os tumores ginecológicos, hematológicos e o melanoma.Quando o cancro é diagnosticado durante a gravidez e o tratamento com radioterapia é uma hipótese, surge um conflito ético devido aos efeitos nocivos da radiação sobre o feto. Os riscos da radioterapia nestes casos foram estudados pela Comissão Internacional de Protecção Radiológica, que analisou pessoas que sobreviveram a explosões nucleares, crianças que foram submetidas a radiologia durante a gravidez, crianças que sofreram a tragédia de Chernobil e também incluíram testes experimentais em animais.Após este estudo a Comissão concluiu que o dano causado depende da idade de gestação do feto: em exposições durante a primeira semana de gestação o feto costuma morrer, se tiver mais idade as consequências mais comuns são as malformações e as alterações cerebrais.Os tratamentos possíveis para um cancro durante a gravidez sem afectar o feto deverão ser definidos tendo em consideração o tipo e localização da doença, tal como a idade de gestação, e em qualquer caso a grávida deverá ser correctamente informada dos riscos do tratamento. No entanto, a paciente é, em último caso, quem deve decidir a atitude a tomar.Fonte: Websalud 

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