Radiografia ao tórax ajuda a prever efeito da gripe A no início da doença

Estudo publicado na revista “Radiology”

14 abril 2010
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Uma radiografia ao tórax pode ajudar a prever que pacientes estão em risco de desenvolver complicações provocadas pela gripe A (H1N1), revela um estudo retrospectivo, publicado na revista “Radiology”.

 

No estudo, liderado por Galit Aviram, do Tel Aviv Sourasky Medical Center, em Israel, foram avaliados 97 pacientes admitidos em serviços de urgência entre Maio e Setembro de 2009. O diagnóstico de gripe H1N1 destes pacientes foi confirmado laboratorialmente e todos eles realizaram uma radiografia de tórax frontal no prazo de 24 horas.

 

Os resultados radiológicos anormais, provavelmente relacionadas com a infecção de gripe, ocorreram em 40% dos pacientes (39), dos quais 13% (5) tiveram resultados negativos contra 3% (2 pacientes dos 97) com resultado radiográfico normal. As anormalidades características incluíam aspecto esmerilado ou em vidro-fosco em 69%, a consolidação em 59%, opacidades irregulares em 41% e nodular em 28%. As opacidades foram bilaterais em 62% e envolveu várias zonas do pulmão em 72%.

 

"O amplo envolvimento de ambos os pulmões, evidenciada pela presença de opacidades bilaterais e multizonal periférica, está associada com prognóstico adverso”, explicam os autores do estudo, advertindo que a "radiografia ao tórax numa fase inicial pode ter significado no sentido de ajudar a prever o resultado clínico, mas as radiografias iniciais normais não podem excluir resultados adversos."

 

Resultados radiológicos anormais foram encontrados em 39 destes pacientes (40%), entre os quais cinco (13%) vieram a desenvolveram posteriormente complicações. Os restantes 58 pacientes apresentaram resultados radiológicos normais e dois deles (3%) desenvolveram complicações.

 

As anormalidades encontradas nos raios X dos pacientes incluíam aspecto esmerilado ou em vidro-fosco (em 69%), consolidação (em 59%), opacidades irregulares (em 41%) e opacidades nodulares (em 28%). As opacidades bilaterais foram frequentes (em 62%), com envolvimento de múltiplas zonas do pulmão (em 72%).

 

Face a estes resultados, os autores do estudo concluem: “Um envolvimento extenso de ambos os pulmões, evidenciado pela presença de opacidades em múltiplas zonas e bilaterais periféricas, está associado a um prognóstico adverso. A radiografia pulmonar inicial pode ser importante para ajudar a prever o desenvolvimento clínico, mas uma radiografia inicial normal não exclui um resultado adverso.”

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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