Radiações e Cancro em Espanha II

Antenas terão de emitir menos radiação em zonas sensíveis

15 janeiro 2002
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Os operadores de telecomunicações móveis espanhóis vão ter de reduzir as emissões de radiações das antenas instaladas perto de escolas, hospitais e outras zonas sensíveis, segundo um decreto do ministério da Ciência e da Tecnologia.
 

 

O decreto, publicado sábado no Jornal Oficial do Estado, não põe em causa a legislação sobre as emissões radioeléctricas adoptada no Outono passado pelo governo e não significa que exista um risco para a saúde, sublinhou a ministra da Ciência e da Tecnologia, Ana Birulés, interrogada sobre o decreto.
 

 

Esta decisão segue "os mesmos critérios que aqueles que recomendam às crianças que não passem muito tempo em frente da televisão", indicou a ministra a propósito da medida.
 

 

A publicação deste decreto acontece algumas semanas depois da polémica levantada com a descoberta de quatro casos de cancro entre os alunos de uma escola de Valladolid (norte de Espanha).
 

 

A 40 metros do telhado da escola, num edifício próximo, estão instaladas 30 antenas difusoras de sinal (da rede móvel - telemóveis), que já tinham levantado suspeitas de provocarem esta doença em crianças por efeito das ondas electromagnéticas que emitem.
 

 

Estas suspeitas levaram um juiz de Valladolid a ordenar em Dezembro o desmantelamento do parque de antenas.
 

 

Mesmo que nenhum relatório médico tenha estabelecido uma ligação entre as antenas e os cancros, os pais dos alunos recusaram durante alguns dias enviar os seus filhos para o colégio Antonio Garcia Quintana.
 

 

A ministra reafirmou hoje que não existe "nenhum motivo" para modificar a legislação espanhola actual sobre as instalações radioeléctricas "que são conformes ao ponto de vista cientifico europeu e internacional em matéria de saúde".
 

 

Uma comissão de peritos tentou na semana passada examinar as causas possíveis dos cancros destes alunos, nomeadamente para determinar se poderia existir alguma relação com as antenas, mas não obtive elementos concludentes e pronunciou-se unanimemente a favor de que a escola prossiga as suas actividades.
 

 

Os membros da comissão decidiram prosseguir as investigações em três direcções: exames clínicos de todas as crianças que o desejarem, estudo aprofundado do ambiente onde se encontra a escola e exame etiológico para determinar as causas dos cancros.
 

 

Entre os 450 alunos da escola primária Garcia Quintana, 208 pediram para serem submetidos aos exames médicos sugeridos pela autarquia.
 

 

Fonte: Lusa

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