Quivi ajuda a baixar a pressão arterial?

Estudo apresentado na reunião da American Heart Association

18 novembro 2011
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Comer três quivis por dia pode reduzir o risco de hipertensão, de acordo com um estudo realizado por investigadores do Hospital Universitário de Oslo, Noruega, cujos resultados foram apresentados esta semana na reunião anual da American Heart Association (AHA), realizada em Orlando, EUA.

 

Para o estudo foram analisados um total de 118 indivíduos - 50 homens e 68 mulheres – com uma média de 55 anos.


Os participantes tinham níveis de pressão arterial moderadamente elevados de 128/85 no início do estudo. A leitura da pressão arterial considerada ideal é menor que 120/80. Os pacientes foram divididos em dois grupos: diariamente, um consumiu três quivis e o outro, uma maçã, durante oito semanas. Mais nada foi alterado na dieta alimentar.


Os investigadores, liderados por Mette Svendsen, avaliaram os pacientes através da monitorização da pressão arterial de ambulatório de 24 horas. Os resultados mostraram que o grupo que acrescentou três quivis à sua dieta diária apresentava uma pressão arterial sistólica 3,6 mmHg mais baixa que os indivíduos que tinham comido uma maçã. Os investigadores confirmaram também uma pressão arterial diastólica menor no grupo que consumiu os quivis.


Os quivis contêm luteína, uma substância com propriedades antioxidantes.


No entanto, os cientistas reconheceram que a associação entre a ingestão deste fruto e uma pressão arterial mais baixa ainda não está clara o suficiente, por isso recomendam a realização de novos estudos antes de recomendarem a ingestão do quivi como parte do plano alimentar para tratar a hipertensão. Aliás, segundo referiram em comunicado de imprensa, o consumo moderado é a chave do equilíbrio alimentar. "Três quivis por dia ou 21 por semana não parece ser um consumo moderado”, advertiu Nehal Mehta, cardiologista de prevenção no Hospital da Universidade de Pensilvânia, na Filadélfia.


Elliott M. Antman, professor de medicina na Harvard Medical School, em Boston, apontou que o estudo é muito pequeno para que se tirem conclusões. "Não conte que o consumo de quivi seja a resposta completa para a pressão arterial elevada (…) faça o que fizer, não pare de tomar a medicação para a pressão arterial sem falar com seu médico".


ALERT Life Sciences Computing, S.A

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